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Manifestantes protestam contra a política de Trump em Chicago

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Milhares de mulheres saíram às ruas neste sábado (13) em Chicago para protestar contra a "agenda antimulheres" da administração Donald Trump, ainda incomodadas por perderem a luta contra o candidato a juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos acusado de abuso sexual.

"Vamos às urnas" é o slogan principal do movimento, que quer incentivar mudanças com as eleições parlamentares do início de novembro no país.

As eleições de meio de mandato, que acontecem em 6 de novembro, podem permitir que os democratas tirem dos republicanos o controle da Câmara de representantes no Congresso.

Associações e políticos instalaram barracas no centro da terceira maior cidade dos Estados Unidos para atrair eleitores, enquanto um balão gigante representando um bebê rechonchudo e irritado, muito parecido com o chefe de Estado republicano, flutuava no meio da multidão.

"Vote, sua vida depende disso!", proclamava uma manifestante. "Queremos incentivar as mulheres a votar", declarou à AFP Jessica Schiller, diretora da Women's March Chicago, organizadora do evento.

Schiller lembrou que a recente aprovação para a Suprema Corte do juiz conservador Brett Kavanaugh, indicado por Trump, apesar das acusações de abuso sexual contra ele, causou revolta a muitas mulheres.

Todos os republicanos no Senado menos um votaram a favor da nomeação de Kavanaugh. E todos os democratas menos um votaram contra.

A tumultuada confirmação do juiz Kavanaugh, acusado por uma professora de uma tentativa de estupro que remonta a uma festa de estudantes em 1982, aumentou a tensão em um país politicamente polarizado, onde o movimento #MeToo continua a se mobilizar sobre a questão da agressão sexual.

Manifestações semelhantes serão realizadas durante o mês de outubro em outros estados, alguns dos quais tradicionalmente favoráveis aos republicanos, como o Texas, a Geórgia e a Carolina do Sul.

O objetivo é, de acordo com a Women's March Chicago, protestar contra "o programa antimulheres na Casa Branca e no Partido Republicano".

Os organizadores alegam que o evento não apoia nenhum partido, mesmo que o financiamento venha em grande parte de grupos ligados aos democratas e apesar do fato de os usuários da Internet terem ilustrado seus tuítes com a convocação com ondas azuis, em referência à cor do Partido Democrata.

"Queremos tomar as rédeas de um governo fora de controle e entregá-la a legisladores que possam nos guiar na direção certa", afirmou Eman Hassaballa Aly, uma das organizadoras.

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AFP