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A presidente chilena, Michelle Bachelet, durante entrevista à AFP, em Santiago, no dia 19 de janeiro de 2017

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A presidente do Chile, Michelle Bachelet, pediu perdão, nesta sexta-feira, pelos "erros e horrores" cometidos contra o povo mapuche, em uma tentativa de começar a saldar uma antiga dívida com a maior etnia chilena.

"Falhamos como país, por isso hoje quero pedir perdão ao povo mapuche pelos erros e horrores que foram cometidos ou tolerados em nossa relação com eles e suas comunidades", disse a presidente socialista, ao apresentar um Plano Integral para a região da Araucanía, onde se concentra a população mapuche, no sul do Chile.

Reduzidos a 700.000 pessoas, os mapuches apresentam escasso desenvolvimento e níveis de pobreza maiores que o restante da população.

"Está claro que desde a conformação da nossa República, a identidade, cultura, território e meios de vida do povo mapuche não foram resguardados como se deveria, e que em mais de um século e meio de história nacional, esse povo foi submetido à invisibilidade e suas comunidades desprezadas e discriminadas", disse a presidente chilena.

Em uma nova tentativa de saldar a dívida, Bachelet anunciou o Plano de Reconhecimento e Desenvolvimento da Araucanía, que inclui a criação do Ministério dos Povos Indígenas e o Conselho de Povos Indígenas, oficializa o uso do mapudungún, a língua mapuche, na região e estabelece o Dia Nacional dos Povos Originários.

Em relação à restituição de terras, a principal reivindicação dos mapuches, que mantêm um foco de tensão constante na zona, Bachelet anunciou que um comitê interministerial atualizará o cadastro de terras e águas indígenas.

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AFP