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Sebastián Dávalos, filho da presidente do Chile, Michelle Bachelet, em Rancagua, em 13 de abril de 2015

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O tribunal de apelações de Rancagua negou nesta quarta-feira o arquivamento do caso de Sebastián Dávalos, filho da presidente Michelle Bachelet, em um caso de corrupção aberto contra ele após uma milionária compra e venda de terrenos, informou o Poder Judiciário.

Em abril, a Procuradoria arquivou uma das partes do caso, desfazendo uma acusação por "obstrução da investigação" após o computador que Dávalos usava em seu trabalho na casa de governo ter sido formatado, supostamente para esconder provas, depois do escândalo que também atingiu a sua esposa, Natalia Compagnon.

Após essa diligência, a defesa de Dávalos pediu o arquivamento do caso, que foi negado nesta quarta-feira.

Uma das procuradoras do caso Marcia Allendes explicou à imprensa que ainda há "diversas diligências pendentes" que impedem o arquivamento da investigação.

"Não há nenhum antecedente nem suspeita de que Dávalos tenha tido alguma conduta que possa ser reprovável" nos crimes atribuídos neste caso, disse o seu advogado de defesa, Alvaro Morales.

Natalia Compagnon foi denunciada por evasão de impostos e também é investigada por possível tráfico de influência e propina.

"Esperamos demonstrar que sou completamente inocente e que esse foi um processo muito mais midiático do que judicial", assinalou Compagnon em 22 de junho, quando foi autorizado pela Justiça a viajar de férias com a família para os Estados Unidos.

AFP