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(Março) Indígena boliviano caminha às margens do rio Silala, a 4km da fronteira com o Chile

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O Chile acionou a Bolívia ante o Tribunal Internacional de Justiça de Haia (TIJ) sobre o acesso ao uso das águas do rio Silala na fronteira entre os dois países, informou nesta segunda-feira o governo de Michelle Bachelet.

A ação foi ajuizada "para que seja determinado que o Silala é um rio internacional e, portanto, o Chile tem direitos sobre as águas deste curso", afirmou o chanceler Heraldo Munoz, em entrevista coletiva.

"O governo tomou esta decisão como uma medida necessária para defender os nossos interesses", disse a autoridade.

Em março, o presidente boliviano Evo Morales anunciou que iria processar o país vizinho pelo uso das águas do Silala, justificando ser um manancial artificialmente desviado pelo Chile e descartando ser um rio internacional.

Em 2009, durante o primeiro governo de Bachelet (2006-2010) os dois países estiveram perto de chegar a um acordo sobre a questão, mas as negociações falharam.

O Silala nasce na Bolívia e termina no Oceano Pacífico, atravessando o território chileno.

A ação do Chile se soma à apresentada pela Bolívia em 2009 com o objetivo de forçar Santiago a negociar a restituição de uma saída para o mar perdida em uma guerra travada no final do século XIX.

AFP