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A presidente chilena, Michelle Bachelet, em Valparaíso, Chile, no dia 21 de maio de 2015

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A presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou nesta quinta-feira a gratuidade para 60% dos estudantes mais pobres da educação superior a partir de 2016, como parte de uma reforma educacional.

Em sua segunda aparição pública perante o Congresso, em Valparaíso, a presidente socialista fez este anúncio muito esperado por milhares de estudantes, que há anos exigem educação gratuita e de qualidade.

No Chile, na sequência das privatizações empreendidas pela ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), não existe gratuidade no nível universitário.

Bachelet explicou que a medida beneficiará cerca de 260 mil estudantes.

"Esta medida é consistente com o que propusemos, e vamos continuar a avançar de forma constante em direção a gratuidade universal", afirmou a presidente.

Bachelet acrescentou que até o final de seu mandato, em 2018, 70% do grupo mais vulnerável dos estudantes terá acesso à educação gratuita, para atingir 100% de matrículas em 2020.

A medida será implementada mediante uma lei de "gratuidade e financiamento do ensino superior" que Bachelet planeja enviar no segundo semestre ao Congresso.

No mesmo momento do anúncio, milhares de estudantes protestavam nos arredores do Parlamento para exigir mais participação na reforma educacional.

Esta reforma é um dos projetos mais ambiciosos de Bachelet, cuja promessa de implementação lhe valeu um segundo mandato presidencial.

A presidente já conseguiu a aprovação de uma lei que acaba com a seleção de estudantes em colégios públicos e com a obtenção de lucros nestas instituições.

Recentemente, enviou ao Congresso uma iniciativa que aumenta em 28% a remuneração dos professores.

AFP