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A habilidade de tirar a lactose do leite em baixa temperatura (10 graus Celsius) cria a possibilidade de melhorar e ampliar o leque de produtos derivados do leite disponíveis no mercado

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Pesquisadores chilenos encontraram, na Antártica, uma série de micro-organismos com os quais conseguiram desenvolver uma enzima que serve para tirar a lactose do leite, um processo importante para os intolerantes a este açúcar, sobretudo nos países do Cone Sul.

Após pesquisar a impressionante adaptação de vários micro-organismos que vivem na Antártica, pesquisadores da Universidade de Santiago conseguiram desenvolver uma enzima "altamente eficiente em tirar a lactose do leite em baixa temperatura", de acordo com os resultados da pesquisa dirigida pelo doutor Renato Chávez, apresentada nesta terça-feira em coletiva de imprensa.

A habilidade de tirar a lactose do leite em baixa temperatura (10 graus Celsius) cria a possibilidade de melhorar e ampliar o leque de produtos derivados do leite disponíveis no mercado, como leite em pó e doce de leite, bem como de acelerar a fermentação dos queijos.

"Essa enzima, utilizada a 10 graus Celsius, apresenta uma capacidade de tirar a lactose do leite aproximadamente 2,6 vezes maior do que a usada comercialmente. Este resultado permite projetar um importante impacto na eficiência do processo produtivo", explicou Chávez.

A intolerância à lactose é uma condição genética particularmente comum em países do Cone Sul, da África e da Ásia, onde os habitantes começaram a consumir leite muito mais recentemente do que nas nações europeias, cujas populações já desenvolveram adaptações genéticas.

No Chile, onde o leite foi introduzido por colonizadores espanhóis, mais de 40% das crianças e jovens apresentam intolerância à lactose, ou falta da enzima da lactase, que metaboliza e digere o açúcar do leite.

Ao consumir leite ou outros produtos lácteos, quem padece de intolerância a este açúcar apresenta sintomas como diarreia e inchaço abdominal.

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AFP