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Chile fornecerá a partir de 2019 pílula que previne contágio de HIV

Teste rápido de detecção do vírus HIV, oferecido aos participantes da Parada Gay de Santiago, em 23 de junho de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. dezembro 2018 - 21:28
(AFP)

O Chile fornecerá, a partir do primeiro trimestre de 2019, um comprimido que previne o HIV em populações de alto risco, para enfrentar o aumento dos contágios deste vírus, que dobraram nos últimos sete anos.

A chamada profilaxia pré-exposição (PrEP) faz parte de um novo plano contra o HIV/aids implementado pelo governo chileno e será aplicada como tratamento preventivo para populações de alto risco, explicou nesta quinta-feira (27) em coletiva de imprensa o ministro da Saúde, Emilio Santelices.

"O que estamos definindo agora é quais serão os protocolos", para implementar o tratamento durante o primeiro trimestre de 2019, acrescentou.

A pílula diminuiria em quase 90% o risco de contágio, e o valor comercial do tratamento mensal chegaria a 600 dólares.

O plano oficial inclui também campanhas de prevenção em meios de comunicação tradicionais e redes sociais, além da realização de testes rápidos em universidades, penitenciárias e zonas de colheita, onde há milhares de trabalhadores temporários, entre outros lugares públicos.

As medidas foram adotadas após a constatação de que os contágios por HIV dobraram no Chile nos últimos sete anos, passando de 2.900 infectados confirmados em 2010 a 5.816 em 2017.

Jovens e adolescentes - com uma média de idade de 25 anos - formam o grupo de maior risco, de acordo com as autoridades, que acreditam, no entanto, que o número real de afetados supera bastante as cifras oficiais.

Os dados apontam principalmente para uma mudança na conduta sexual dos jovens chilenos e para a falta de educação sexual adequada desde ao menos uma década.

As terapias retrovirais no Chile são fornecidas de forma gratuita a todos os portadores do vírus.

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