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(Arquivo) Policiais dos Carabineros, em Santiado, em 6 de novembro de 2014

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A polícia dos Carabineros do Chile, uma instituição até recentemente considerada incorruptível, investiga um desvio de fundos de pelo menos 12 milhões de dólares envolvendo pelo menos 15 pessoas.

"O montante (desviado) é de cerca de 8 bilhões de pesos" (cerca de 12 milhões de dólares), admitiu nesta sexta-feira o diretor-geral da instituição, Bruno Villalobos, perante a comissão de segurança pública da Câmara dos Deputados do Chile.

No momento, há "15 policiais envolvidos", informou, antes de especificar que o número pode aumentar à medida que a investigação avance.

Entre os envolvidos neste desfalque milionário estão um general, encarregado das finanças, um coronel e sete outros oficiais, que foram afastados.

Dois outros envolvidos apresentaram sua demissão voluntária, enquanto outros quatro farão o mesmo ainda nesta sexta-feira, de acordo com Villalobos.

Segundo a investigação, entre 2010 e 2015 foram desviados dinheiro de contas da instituição para contas privadas, sempre em pequenas quantidades para não atrair a atenção.

A presidente chilena, Michelle Bachelet, declarou na quinta-feira que "não tolerará nenhum tipo de corrupção", pedindo punição aos responsáveis.

Após a revelação do caso, o comando dos Carabineros introduziu medidas de transparência, através das quais os oficiais terão que informar seus bens, viagens ao exterior e bens de terceiros utilizados por eles.

A instituição, que participou do golpe militar de Augusto Pinochet em 11 de setembro de 1973, sempre foi conhecida por seu histórico repressivo e continua a ser questionada por suas violentas ações contra as recentes manifestações estudantis.

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AFP