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(Arquivo) O ex-presidente Eduardo Frei Montalva, em Bruxelas, no dia 9 de junho de 1971

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A justiça chilena reabriu, nesta terça-feira, a investigação sobre a morte do ex-presidente Eduardo Frei Montalva, que teria sido envenenado por agentes da ditadura do falecido ditador Augusto Pinochet, em 1982.

A decisão foi tomada pela Corte de Apelações de Santiago cinco meses depois de o juiz titular do caso, Alejandro Madrid, ordenar o encerramento das investigações, após limitar as diligências.

Segundo a decisão desta terça-feira, a reabertura da investigação foi determinada após a acolhida de uma petição da parte demandante para o interrogatório de novas testemunhas e outras diligências.

No âmbito da investigação, o juiz Madrid acionou dois agentes da Central Nacional de Informações (CNI), polícia política da ditadura Pinochet (1973-1990) e quatro médicos que atenderam o ex-presidente (1964-2000) na clínica, em Santiago, onde ele morreu em 1982.

As investigações conseguiram determinar que a morte do ex-presidente Frei Montalva (1964-1970) ocorreu por um lento envenenamento, perpetrado por agentes da ditadura, depois que o ex-presidente se submeteu a uma cirurgia de hérnia em uma clínica particular de Santiago.

Os dois agentes da CNI, Luis Becerra Arancibia e Raúl Lillo Gutiérrez, foram acusados de ser os autores do assassinato de Frei.

Enquanto isso, os médicos Patricio Silva e Pedro Valdivia foram apontados como cúmplices, e os doutores Helmar Rosenberg e Sergio González como acobertadores.

Todos os acusados se encontram em liberdade sob fiança.

Frei Montalva, pai do também ex-presidente Eduardo Frei Ruiz Tagle (1994-2000), era um opositor declarado de Pinochet em um momento em que a ditadura era duramente questionada.

Durante o regime militar de Pinochet, morreram mais de 3.200 pessoas e 38.000 foram torturadas.

AFP