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(Arquivo) Meninas interagem com obra da exposição de Yoko Ono no museu Smithsonian Hirshhorn em Washington, DC

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As obras de Yoko Ono são experiências sensoriais. Mais de 80 trabalhos da artista japonesa, esposa de John Lennon, integram a retrospectiva "Dream come true", exposta em Santiago.

Objetos, vídeos, filmes, instalações e registros sonoros produzidos desde meados dos anos 1950 integram a exposição desta pioneira da arte conceitual e interativa.

"A única razão de ser das obras é acender a música na consciência das pessoas", diz Yoko Ono, que faz parte do grupo Fluxus.

Yoko Ono "rompeu com o objeto. Já não há objeto de arte", afirma à AFP Laura Parrilla, coordenadora de exposições no centro cultural Corpartes, onde é exibida essa retrospectiva até 22 de outubro.

A ideia é convidar o espectador a se envolver com a obra. "Não há uma separação: todos podemos ser artistas e todos os nossos movimentos podem ser artísticos", explica Parrilla.

O fio condutor da mostra são as chamadas "instruções" - textos e poesias, escritos ou falados - que acompanham um objeto, uma instalação ou uma projeção sobre os temas que preocuparam e continuam preocupando a artista nascida no Japão em 1933.

Ao fim do percurso, o que se pretende é que o visitante tenha se transformado graças a sua contribuição à obra. "O impulso da ação outorga a noção de tornar realidade as suas ideias", asseguram.

O título, "Dream come true", pode ser interpretado como uma metáfora da trajetória de Yoko, embora também seja como um comentário sobre a situação global de nossa época, que pode ser melhorada com a participação conjunta e a troca criativa.

AFP