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China aumenta distância dos EUA em solicitações de patentes internacionais

Funcionários trabalham em uma peça de turbina eólica para exportação em uma fábrica em Nantong, na província de Jiangsu, leste da China, em 2 de março de 2021 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. março 2021 - 11:57
(AFP)

A China, que se tornou em 2019 o maior solicitante de patentes internacionais, à frente dos Estados Unidos, aumentou a diferença no ano passado em meio a uma crise global, de acordo com estatísticas da ONU divulgadas nesta terça-feira (2).

Apesar da queda do PIB global, os pedidos de patentes internacionais apresentados na Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), uma agência da ONU com sede em Genebra, aumentaram 4% em 2020, atingindo 275.900 solicitações, o maior número já registrado.

"A inovação continua forte", declarou o diretor-geral da OMPI, Daren Tamg, em entrevista coletiva.

Segundo especialistas da OMPI, ainda é cedo, porém, para analisar as consequências da pandemia, já que o tempo que decorre entre a apresentação de uma patente em um escritório nacional e sua chegada à agência costuma ser de 12 meses.

"A maior parte das patentes depositadas em 2020 no sistema PCT [Tratado de Cooperação de Patentes] referem-se a inovações ocorridas anteriormente, antes do início da pandemia", afirma o economista-chefe da OMPI, Carsten Fink.

"No entanto, o fato de não ter acontecido uma redução acentuada no número de patentes internacionais sugere que as empresas continuaram a investir na comercialização de suas tecnologias durante a pandemia", acrescentou.

Os dois principais usuários do sistema, China e Estados Unidos, tiveram um crescimento anual em depósitos de patentes.

Mas enquanto a diferença entre as duas potências mundiais foi de cerca de 1.000 pedidos em 2019, agora é de cerca de 10.000.

A China, com 68.720 solicitações (+ 16,1% de crescimento anual), continua liderando, seguida pelos Estados Unidos (59.230 solicitações, + 3%), Japão (50.520 solicitações, -4,1%), Coreia (20.060 solicitações, + 5,2%) ) e Alemanha (18.643 aplicações, -3,7%).

Entre os países que tiveram forte crescimento estão Arábia Saudita (956 solicitações, + 73,2%), Malásia (255 solicitações, + 26,2%), Chile (262 solicitações, + 17,0%), Singapura (1.278 solicitações, + 14,9%) e Brasil (697 aplicações, + 8,4%).

- Huawei lidera -

Em contraste, o uso do sistema internacional de marcas registrou leve queda. A tendência era, de acordo com a OMPI, "previsível, já que as marcas frequentemente correspondem à introdução de novos produtos e serviços, e ambos foram prejudicados pela pandemia global".

O impacto econômico da crise da saúde também afetou a demanda por proteção de desenhos industriais, que caiu 15% em 2020, a primeira queda desde 2006.

Em suas estatísticas, a OMPI também observa que, pelo quarto ano consecutivo, a gigante chinesa das telecomunicações Huawei Technologies, com 5.464 pedidos de patentes internacionais, foi a primeira requerente em 2020.

Foi seguida pela Samsung Electronics na Coreia, Mitsubishi Electric no Japão, LG Electronics na Coreia e Qualcomm Inc. nos Estados Unidos.

Entre os 10 principais solicitantes, a LG Electronics registrou o crescimento mais rápido (+ 67,6%) no número de pedidos apresentados em 2020, passando do 10º em 2019 para 4º em 2020.

As tecnologias informáticas (9,2% do total) representam a maioria das solicitações, seguidas das comunicações digitais (8,3%), tecnologias médicas (6,6%) e máquinas elétricas (6,6%).

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