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Após um crescimento de 7,7% em 2012, que se repetiu em 2013, Pequim estabeleceu como objetivo uma taxa de 7,5% para 2014, o menor crescimento em quase 25 anos.

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O crescimento econômico da China teve um pequeno avanço, a 7,5% ao ano no segundo trimestre, respondendo a um "mini plano" de estímulo aplicado pelo governo de Pequim desde o mês de abril.

No primeiro trimestre anterior, o crescimento do Produto Interno Bruto havia sido de 7,4%, nível mais baixo em um ano e meio.

Nos últimos três meses (de abril até junho), o avanço da segunda maior economia do mundo superou as previsões médias feitas por um painel de 17 analistas consultados pela AFP, que esperavam um crescimento estabilizado de 7,4%.

"Neste momento, a economia nacional está se estabilizando, de modo geral, e o crescimento segue dentro do razoável", afirmou Sheng Laiyun, porta-voz do Instituto Nacional de Estatísticas (BNS), que publicou os dados.

Após um crescimento de 7,7% em 2012, que se repetiu em 2013, Pequim estabeleceu como objetivo uma taxa de 7,5% para 2014, o menor crescimento em quase 25 anos.

A desaceleração da economia levou as autoridades de Pequim a adotar a partir de abril medidas de estímulo, fomentando os investimentos em infraestruturas, os incentivos fiscais pontuais e baixando o nível de reservas obrigatórias dos bancos que oferecem créditos a pequenas empresas.

"Estamos vendo os resultados das medidas que foram adotadas: a economia atingiu um nível mínimo antes de voltar a subir", disse à AFP Wendy Chen, analista da Namura International.

No que se refere à produção industrial, a aceleração foi significativa em comparação ao mês anterior. Em junho aumentou para 9,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

As vendas do varejo, que mede o consumo interno, teve crescimento no último mês 12,4% ao ano, um ritmo estável em relação a maio.

Os investimentos em capital fixo, que incluem a infraestruturas, aumentaram 17,3% no primeiro semestre, segundo o BNS.

Embora Pequim descarte um plano de estímulo massivo, "cabe esperar novas medidas de apoio através da política monetária e dos gastos orçamento, e pela criação de novos projetos de infraestruturas", disse Chen.

O principal risco, segundo Ma Xiaoping, economista do banco HSBC, "é o setor imobiliário, com a forte queda dos investimentos depois de anos de alta".

As vendas de imóveis caíram 9,2% ao ano no primeiro semestre, e essa correção "aumenta no curto prazo a pressão sobre a economia", reconhece Sheng Laiyun, porta-voz do instituto.

O setor imobiliário e de construção representam de forma direta e indireta mais de 30% do PIB chinês, segundo estimativas.

O primeiro-ministro, Li Keqiang, reforçou recentemente a importância de cumprir o objetivo de um crescimento de 7,5% neste ano, mas não cede em sua ambição de propiciar um modelo econômico "mais saudável".

Sua ideia é favorecer o consumo interno e fazer com que os investimentos sejam mais estratégicos, em detrimento de setores de atividade mais custosos e pouco rentáveis. Também quer reduzir o alcance dos monopólios públicos e o excedente da produção industrial.

AFP