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O diretor da CIA, Mike Pompeo, testemunha no Comitê de Inteligência do Senado americano, em Washington, em 11 de maio de 2017

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A partir de 2010, Pequim buscou desmantelar de forma sistemática os esforços de espionagem dos Estados Unidos, executando, ou prendendo, pelo menos 18 informantes desse país - informa o jornal The New York Times.

Citando dez funcionários americanos ativos e aposentados que falaram com o NYT no anonimato, o jornal garantiu que a atual situação em matéria de Inteligência é uma das piores em décadas nesse país.

Os funcionários não sabem dizer se os Estados Unidos foram traídos por um agente infiltrado na Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês), ou se a China conseguiu "hackear" algum programa usado pela agência para se comunicar com seus agentes no exterior.

Sobre o dano infligido a uma das mais produtivas redes de espionagem americana, não há dúvidas: mais de dez informantes da CIA foram mortos entre o final de 2010 e de 2012, incluindo um que foi executado a tiros diante de seus colegas em uma clara advertência a qualquer outra pessoa que pudesse estar trabalhando como agente duplo, explicou o jornal.

Ao todo, entre 18 e 20 fontes da CIA na China foram assassinadas, ou presas, segundo dois ex-funcionários de Inteligência consultados pelo Times.

A caça de espiões na China foi intensa, relata o NYT, acrescentando que quase cada membro da embaixada dos Estados Unidos em Pequim foi investigado em algum momento.

A CIA não se pronunciou a respeito.

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