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A Microsoft se converte, assim, na mais recente empresa estrangeira que é alvo de uma investigação na China, que colocou sob análise uma série de sociedades, dos campos da informática até o leite infantil.

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A China anunciou nesta terça-feira que abriu uma investigação contra a Microsoft por suposto monopólio no mercado chinês, especialmente de seu sistema Windows.

"Conforme a regulamentação legal, a Administração Estatal de Indústria e Comércio (AEIC) abriu uma investigação sobre supostas ações de monopólio da Microsoft", afirmou a agência governamental em um comunicado.

A investigação aponta o sistema operacional Windows, utilizado na grande maioria dos computadores da China, e seu pacote de programas Office, segundo a nota.

Cerca de 100 inspetores da AEIC estiveram na segunda-feira em quatro escritórios da Microsoft em Pequim e também nas metrópoles de Xangai (leste), Cantão (sul) e Chengdu (sudoeste).

Os inspetores confiscaram arquivos e interrogaram os funcionários, entre eles vários diretores, acrescentou a agência.

No ano passado, as autoridades concluíram "verificações" preliminares, depois de empresas terem denunciado "problemas de compatibilidade" com Windows e Office e protestarem pelo fato de a Microsoft obrigá-las a comprar vários produtos de uma vez.

"As primeiras investigações não permitiram eliminar as suspeitas de práticas contra a livre concorrência", afirmou a AEIC.

O grupo norte-americano domina amplamente o mercado chinês dos sistemas operacionais. Com o Windows, "controla 95% do mercado", afirmou nesta terça-feira o jornal financeiro "Meiri Jingji Xinwen", denunciando um "monopólio de fato".

"Responderemos a todas as inquietudes que o governo possa ter", afirmou na segunda-feira uma porta-voz da Microsoft nos Estados Unidos, em relação aos primeiros rumores sobre a investigação.

Em maio, as autoridades chinesas proibiram a instalação do Windows 8, a última versão do sistema operacional, nos computadores do governo, alegando motivos de segurança.

A decisão aconteceu pouco depois de cinco oficiais do Exército chinês terem sido acusados pela Justiça dos Estados Unidos de pirataria informática e de espionagem econômica.

Uma lei antimonopólio chinesa em vigor desde 2008 prevê multas que oscilam entre 1% e 10% das receitas do ano anterior para as empresas infratoras.

A Microsoft tem sido alvo de muitas investigações no mundo, sobretudo, por causa de falhas nos programas do Windows.

Em março de 2013, a Comissão Europeia impôs à empresa uma multa de 561 milhões de euros (753 milhões de dólares pelo câmbio atual) por ter descumprido seu compromisso de oferecer diferentes navegadores de Internet no Windows 7.

A investigação anunciada nesta terça-feira é a mais recente contra uma empresa estrangeira aberta pela China, que também investiga sociedades nos setores farmacêutico, agroalimentar e automotivo.

O laboratório britânico GlaxoSmithKline foi acusado de pagar altos subornos para aumentar suas vendas, e seis fabricantes de leite infantil - a maioria estrangeiros - foram multados por combinarem seus preços.

Em paralelo, a Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento chinesa se prepara para indiciar por monopólio a Qualcomm, fabricante americano de chips eletrônicos, conforme informou na semana passada um veículo de comunicação estatal.

AFP