AFP

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Lu Kang, durante coletiva de imprensa em Pequim no dia 13 de julho de 2016

(afp_tickers)

A China negou nesta segunda-feira que existam motivos políticos por trás do cancelamento de voos para a Coreia do Norte, enquanto aumenta a pressão para que Pequim ajude a conter o programa armamentista de Pyongyang.

A emissora estatal CCTV informou na sexta-feira passada que a Air China suspendeu sua rota Pequim-Pyongyang, o que deu lugar a especulações sobre se a decisão era uma forma de pressionar a Coreia do Norte.

Mas o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lu Kang, quis descartar qualquer envolvimento do governo nesta decisão e afirmou que ela se baseava unicamente nas razões de "mercado".

"É natural que a Air China ou outras linhas aéreas tomem este tipo de decisão", disse Lu em coletiva. "Não deveriam ser feitas interpretações descomedidas sobre este tema", acrescentou.

Pequim é o único e mais importante aliado de Pyongyang e seu maior sócio comercial. A administração de Donald Trump pediu que atue com o objetivo de frear os programas de mísseis e de armas nucleares da Coreia do Norte.

Um representante do serviço de atendimento ao cliente da Air China, a única empresa estrangeira que opera voos comerciais regulares para a Coreia do Norte, afirmou nesta segunda-feira que cancelou os voos por causa da baixa demanda.

"A Air China não suspendeu as operações da rota Pequim-Pyongyang", disse o funcionário à AFP, e acrescentou que "esses voos foram cancelados devido à [baixa] venda de passagem".

AFP

 AFP