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O presidente e a primeira-dama americanos visitam a Cidade Proibida, em Pequim, ao lado dos colegas anfitriões chineses

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O superávit comercial chinês com os Estados Unidos se manteve, em outubro, perto de seus níveis máximos, anunciou Pequim nesta quarta-feira (8), no início da visita do presidente americano, Donald Trump, que repreendeu a China durante sua campanha eleitoral.

Antes de sua eleição, há um ano, Trump criticou a China pelo enorme desequilíbrio nas relações comerciais bilaterais e censurou o gigante asiático por ter roubado milhões de empregos americanos.

Contudo, desde sua chegada à Casa Branca, Trump adota um tom mais conciliador, apesar de o superávit comercial da China em relação aos Estados Unidos dificilmente ter sido reduzido.

O excedente chinês com os Estados Unidos caiu ligeiramente em outubro, a 26,6 bilhões de dólares, frente aos 28,2 bilhões de setembro (cifra revisada), segundo dados alfandegários.

O número representa, entretanto, um aumento de 10% em um ano. Nos dez primeiros meses do ano, o déficit comercial americano com a China alcançou os 223,6 bilhões de dólares.

"A balança comercial continua claramente do lado da China. A possibilidade de que a visita de Trump consiga corrigir algo é muito fraca", acredita Tom Orlik, analista da Bloomberg Economics.

Contudo, empresas chinesas e americanas assinaram, nesta quarta-feira, em Pequim, cerca de 20 acordos comerciais por cerca de 9 bilhões de dólares, no primeiro dia da visita de Trump à China.

Na cerimônia de assinatura, o vice-primeiro-ministro chinês Wang Yang qualificou os acordos como mero aquecimento antes da reunião de cúpula sino-americana de quinta-feira, na qual Trump e seu homólogo chinês Xi Jinping vão presidir a assinatura de contratos dos setores de gás, ou soja.

"Responder aos desequilíbrios comerciais vai ocupar boa parte das conversas entre os presidente Trump e Xi", segundo o secretário de Comércio americano, Wilbur Ross.

- 'Efeito de mercado' -

Para grande descontentamento do regime comunista chinês, Washington decidiu, no fim de outubro, impor direitos antidumping sobre produtos de alumínio chineses e lançou, em meados de agosto, uma grande investigação sobre a política do gigante asiático acerca de propriedade intelectual, o que poderia gerar sanções.

Já Pequim garante que não busca superávits deliberadamente, mas eles são uma simples "consequência da livre concorrência do mercado".

O excedente comercial total da China - a segunda maior economia mundial - cresceu a 38,1 bilhões de dólares em outubro, frente aos 28,5 bilhões de setembro.

De forma geral, os dados aduaneiros mostram certa queda do comércio exterior da China, que disputa muito de perto com os Estados Unidos o título de primeira potência comercial do mundo.

Em termos econômicos gerais, a China tenta reduzir sua capacidade excessiva no setor da indústria pesada e pretende reduzir seus gastos com infraestrutura.

Ao inaugurar, em meados de outubro, o congresso do Partido Comunista, Xi tinha elogiado a transição econômica entre um "crescimento rápido" e um desenvolvimento duradouro, "baseado na qualidade e na inovação". Ele também pediu a redução dos "riscos financeiros" vinculados à dívida e a vitória na guerra contra a poluição.

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AFP