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Escritório do CICR em Cabul, que para de atuar no norte do Afeganistão

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O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) anunciou nesta segunda-feira (9) a redução de suas atividades no Afeganistão e sua partida do norte do país, após sofrer em nove meses três grandes ataques que deixaram sete mortos em seu quadro de funcionários.

Essa decisão reflete a degradação da segurança no Afeganistão nos últimos meses, sobretudo, no norte, onde a violência se intensificou, assim como no restante do país por culpa de um aumento da criminalidade.

Os centros de Maimana, na província de Faryab (noroeste) e Kunduz (nordeste), "fecharão até fim do ano, e o de Mazar-i-Sharif (norte) reduzirá muito sua atividade", disse a responsável pela delegação do CICR no país, Monica Zanarelli.

Difícil para uma organização há mais de 30 anos no Afeganistão, o anúncio foi feito um mês depois do assassinato da fisioterapeuta espanhola Lorena Enebral Pérez, em Mazar.

A organização humanitária conta com 1.800 funcionários no Afeganistão, incluindo 120 estrangeiros. Destes, "cerca de 90, ou 100, devem permanecer no país".

"O CICR sofreu três incidentes graves em nove meses", lembrou Zanarelli.

Antes do ataque de Mazar, um de seus empregados foi sequestrado em dezembro de 2016 e mantido em cativeiro durante quatro semanas em Kunduz. Em fevereiro de 2017, seis funcionários morreram em uma emboscada em Jowzjan (norte), e sete ficaram como reféns por sete meses, sendo libertados em setembro.

Segundo as autoridades locais, pelo menos 20 grupos armados estão presentes no Afeganistão, entre eles o Talibã e o grupo Estado Islâmico (EI), que são os mais ativos.

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AFP