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Omar Estacio, à esquerda, e Antonio Ledezma, em Caracas no dia 1º de agosto de 2017

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A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou, nesta terça-feira, "energicamente as operações" para prender os dirigentes opositores venezuelanos Leopoldo López e Antonio Ledezma, aprofundando a crise vivida no país.

López e Ledezma foram presos na madrugada desta terça-feira em suas casas por funcionários do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), após a revogação de sua prisão domiciliar.

"Seu retorno à prisão não só leva a um grave retrocesso que afeta os seus direitos, como também é um fato que agrava a crise política na Venezuela", afirmou a Comissão.

De acordo com a CIDH, com a nova prisão, o governo venezuelano "reincide em medidas repressivas e de intolerância política que querem impedir a liberdade de expressão e as vozes dissidentes".

O organismo de direitos humanos fez um chamado às autoridades venezuelanas para garantir a vida e a integridade dos presos, e para que tenham garantias judiciais para defesa.

Segundo a Comissão, o Estado justificou a adoção destas medidas depois que os dois dirigentes emitiram declarações públicas em rechaço à eleição da Assembleia Nacional Constituinte e por um suposto plano de fuga.

Parentes e advogados de López e Ledezma assinalaram que não puderam conversar com eles ou comprovar o seu estado físico.

López é beneficiário de medidas cautelares ditadas pela CIDH em 20 de abril de 2015, nas quais solicitou ao Estado da Venezuela a preservação de sua vida e integridade pessoal.

AFP