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CIDH defende 'independência judicial' na Bolívia após incidente com juiz

(19 maio) O então ministro da Saúde boliviano, Marcelo Navajas (d) entrega 15 respiradores novos a hospital de Santa Cruz afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. maio 2020 - 23:10
(AFP)

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) defendeu nesta quarta-feira a "independência judicial na Bolívia", após a prisão, ordenada pelo governo, de um juiz que investigaria um caso de corrupção na compra de equipamentos para pacientes com Covid-19.

"A independência judicial é vital para a vigência do Estado de Direito", assinalou a CIDH, órgão da Organização de Estados Americanos, convocando "as autoridades competentes a investigar as circunstâncias envolvendo a prisão do juiz Hugo Huacani - já libertado - e a respeitar o devido processo".

Huacani foi detido no último sábado, sem ordem judicial, momentos antes de uma audiência que determinou a prisão preventiva do então ministro da Saúde, Marcelo Navajas, e outros três funcionários pela compra superfaturada de equipamentos para pacientes com o novo coronavírus.

O Ministério do Interior admitiu que ordenou a prisão de Huacani por "uma possível parcialização em um caso anterior de revogação de prisão preventiva". A Procuradoria Geral e o Ministério da Justiça afirmaram que não ordenaram a prisão do juiz.

O ex-ministro Navajas deixou hoje a prisão rumo a uma clínica particular, devido a um quadro de hipertensão, segundo autoridades.

A Bolívia registra 7.136 infectados e 274 mortos pelo novo coronavírus.

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