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(Arquivo) Broches da campanha contra a aplicação da pena de morte nos Estados Unidos

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A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pediu que os Estados Unidos suspendam as execuções e abram uma investigação sobre a morte de um condenado que agonizou por duas horas depois de receber uma injeção letal.

A CIDH manifestou sua "profunda preocupação" com a execução particularmente longa e lembrou aos Estados Unidos sua "obrigação internacional de não impor penas cruéis ou inusitadas a uma pessoa sob sua jurisdição".

Joseph Wood, condenado por matar em 1989 sua ex-namorada e o pai da mulher, foi declarado morto às 15h49 locais (19h49 de Brasília) na cidade de Florence, quase duas horas após receber a injeção letal, às 13h52 (17h52), em uma prisão no Arizona (sul). Uma execução como essa leva em média dez minutos.

A Comissão pediu em um comunicado que as autoridades federais e estatais "conduzam uma investigação independente e imparcial sobre a morte do senhor Wood e suspendam as execuções até que o protocolo de execução do estado tenha sido totalmente revisado".

As execuções de condenados à morte estão no centro de uma polêmica nos Estados Unidos em torno da eficácia e da origem dos produtos utilizados nas execuções, assim como sobre a qualificação dos responsáveis pelas injeções.

No comunicado, a CIDH indica ter encontrado "inúmeros problemas nos protocolos de injeção" nos Estados Unidos e recebe denúncias sobre a "ausência de uma supervisão significativa" do governo federal.

No fim de abril, em Oklahoma (sul), um preso morreu, aparentemente com dor, 43 minutos depois da injeção de um coquetel de três produtos. As execuções chegaram a ser suspensas em todo o país e foram retomadas gradualmente, exceto em Oklahoma, apesar dos protestos e de diversas ações na justiça.

AFP