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Cientistas anunciam avanço em direção ao plástico 'infinitamente reciclável'

Um trabalhador chinês classifica garrafas plásticas para reciclagem nos arredores de Pequim em 2015 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. abril 2018 - 23:19
(AFP)

Cientistas americanos disseram nesta quinta-feira que fizeram avanços em direção a um tipo de plástico que pode ser reciclado "infinitamente" e que este parece ser durável o suficiente para competir com os plásticos comuns.

Diferentemente dos plásticos feitos a partir de derivados de petróleo, o novo tipo pode ser transformado de volta ao seu estado original de pequenas moléculas e transformado em novos plásticos repetidas vezes, disse o relatório na revista Science.

"Os polímeros podem ser quimicamente reciclados e reutilizados, em princípio, infinitamente", disse o autor principal, Eugene Chen, professor do Departamento de Química da Colorado State University.

Chen advertiu que a pesquisa foi feita apenas em laboratório e que é necessário mais trabalho para desenvolvê-la.

No entanto, a equipe ampliou um avanço que anunciou em 2015, que resultou em um plástico totalmente reciclável que era mais macio do que o ideal.

Fazer a versão antiga exigia condições extremamente frias e o produto final tinha baixa resistência ao calor.

O novo produto corrige todos esses problemas, disseram os pesquisadores.

Um comentário que acompanhou o artigo na Science disse que o trabalho é "um passo importante" na abordagem do problema do plástico no planeta.

Sob o novo processo, "os resíduos de plástico são despolimerizados de volta ao material inicial e depois repolimerizados para produzir plásticos do tipo virgem", disse o comentário.

Esse tipo de avanço "pode ​​levar a um mundo em que os plásticos no final de sua vida não são considerados resíduos, mas matéria-prima para gerar produtos de alto valor".

Atualmente, apenas cerca de 5% do plástico no mundo é reciclado.

A produção global de plástico deverá ultrapassar 500 milhões de toneladas métricas até 2050.

Especialistas preveem que em meados do século haverá mais plástico do que peixes nos oceanos.

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