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O artigo da Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) chama a atenção para a propensão humana de julgar as pessoas pela aparência

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Pessoas em geral se interessam mais em conhecer o trabalho dos cientistas mais atraentes, mas seus colegas de trabalho menos dotados de beleza são considerados mais inteligentes, demonstra um estudo divulgado nesta segunda-feira (22).

O artigo da Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), publicação oficial da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, chama a atenção para a propensão humana de julgar as pessoas pela aparência, principalmente no campo científico, em uma era permeada por vídeos em plataformas online, como os TED talks, e o aumento vertiginoso do uso da internet.

"Parece-me que as pessoas usam as aparências como critério para a busca por informação quando selecionam ou julgam as notícias", disse o autor Will Skylark, do Departamento de Psicologia da Universidade de Cambridge.

"Ainda não está claro o quanto isso influencia na divulgação e aceitação das ideias científicas entre o público, mas o rápido crescimento nas mídias digitais pode ser considerado como um assunto altamente importante".

Para o relatório, pesquisadores da Universidade de Cambridge e da Universidade de Essex ficaram responsáveis por seis estudos separados para perceber o quanto a aparência dos cientistas afeta na percepção do público sobre suas respectivas pesquisas.

Aproximadamente 3.700 pessoas entre as idades de 18 a 81 anos participaram, tanto dos Estados Unidos quanto do Reino Unido. Muitas delas foram recrutadas online.

Os rostos dos cientistas foram escolhidos aleatoriamente para a pesquisa, utilizando-se da amostragem existente nos departamentos de Física e Genética das universidades americanas, assim como das britânicas.

Um grupo de participantes foi convidado a classificar as imagens dos cientistas pelo quão cada um deles sentia-se atraídos pelos pesquisadores.

Depois, outros dois grupos de participantes avaliou em o quão interessado estariam em saber mais a respeito das pesquisas desenvolvidas por cada um desses cientistas.

Além disso, eles também foram questionados se cada cientista "parecia alguém que lidera uma pesquisa importante e decisiva".

Comparando os dados obtidos a partir desses diferentes grupos, os pesquisadores perceberam que as pessoas são mais propensas a se interessar pelo trabalho desenvolvido por cientistas considerados por eles como sendo fisicamente atraentes.

Ademais, esses grupos mostraram estar mais interessados em cientistas mais velhos, e menos inclinados às ideias das cientistas mulheres.

Os pesquisadores não encontraram diferenças quanto a questão racial, sendo os cientistas brancos ou negros.

Quando interrogados sobre quais cientistas pareciam ser mais dedicados às pesquisas importantes, o público escolheu os menos atraentes.

"Nossos resultados mostram que a ciência é uma atividade social na qual os resultados dependem da aparência, de forma a influenciar as atitudes do público e ações do governo quanto a questões científicas imprescindíveis como as relativas às mudanças climáticas e à biotecnologia", concluiu o estudo.

Para Skylark, as mesmas inclinações pessoais que existem em qualquer área da vida humana também aparecem em relação à ciência.

"As pessoas são mais influenciadas pela aparência de alguém do que, necessariamente, por suas ideias", afirma ele.

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AFP