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(Arquivo) O bioquímico Paul Nurse

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Depois das empresas e dos bancos, a comunidade científica britânica expressou nesta sexta-feira seu temor de que o país saia da União Europeia, o que ameaçaria as pesquisas.

Em uma carta ao jornal The Times, um grupo de cientistas afirma que "o público não sabe até que ponto a União Europeia é uma bênção para a ciência britânica e a inovação".

"A comunidade científica trabalha estreitamente com a UE e o faz de maneira positiva (...) Nosso ponto de vista é compartilhado com os milhares de pesquisadores que rapidamente se uniram nas redes sociais à campanha 'Cientistas pela UE'", escreveram os signatários da carta, entre eles o bioquímico Paul Nurse, Nobel de Medicina em 2001, e o professor de astronomia Martin Rees.

Este último descreve como um desastre a perspectiva de uma saída, justo quando a investigação europeia está começando a rivalizar com a dos Estados Unidos.

Pedem a Jo Johnson, o novo secretário de Estado de Universidades e Ciência, que expresse energicamente seu apoio à permanência do Reino Unido na UE.

Recém-eleito primeiro-ministro, o conservador David Cameron prometeu um referendo sobre a permanência do país na UE até o fim de 2017.

Nesta sexta-feira começou em Riga um giro para pedir aos seus sócios europeus que renegociem os termos da adesão de seu país à UE.

Nesta semana, várias grandes empresas entraram em alerta sobre uma possível saída do bloco europeu.

O gigante aeroespacial Airbus, a Confederação da Indústria Britânica (CBI), o fabricante de automóveis japonês Nissan ou o Deutsche Bank expressaram suas preocupações e reservas.

A opinião pública parece no momento a favor da permanência na UE. Segundo uma pesquisa da YouGov realizada depois das eleições, 45% dos britânicos queriam ficar, contra 36% que preferem ir.

AFP