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Laboratório de spirulina, em Bangcoc, 24 de junho de 2013

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A spirulina, uma diminuta alga utilizada até agora na piscicultura e vendida como antioxidante em lojas de produtos naturais, pode ser a solução para a desnutrição na Colômbia, onde um grupo de cientistas busca cultivá-la em escala industrial e massificar seu consumo.

"Em nível mundial, a spirulina já é conumida como alimento e suplemento dietético porque é antioxidante. Já há uma produção industrial. O que nós buscamos é desenvolver cultivos artesanais para que os camponeses possam obter uma fonte de alimento", disse à AFP Juan Carlos Montenegro, biólogo da Universidade Nacional da Colômbia, encarregado do projeto.

Considerada um superalimento por alguns especialistas em nutrição, a spirulina tem cada vez mais adeptos no mundo.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), que na década de 1990 impulsionou iniciativas de produção de algas para o consumo humano, 120 gramas de spirulina possuem 80% das proteínas encontradas no ovo e, além disso, contêm gorduras benéficas como Ômega 3 e 6.

"Esta microalga apresenta uma concentração proteica de 69%, superior à da carne bovina (22%), peixe (20%) e soja (30%); adicionalmente, tem vitamina B12 e antioxidantes", segundo um relatório da Universidade Nacional dedicado ao projeto.

De acordo com Montenegro, implementar a produção da spirulina é simples.

"Só é preciso investir em adubo e tecidos; é um sistema fácil de instalar. Trata-se de uma transferência tecnológica que serve muito às comunidades", enfatizou o especialista, que disse que após superar a fase inicial de montar a produção, enfrentam um desafio maior: incluir a spirulina nos hábitos alimentares dos colombianos.

"Uma vez terminado o trabalho tecnológico, é preciso fazer um trabalho social. É básico não agredir os conceitos sociais e culturais existentes em cada região", concluiu.

Um informe da FAO destaca que entre 2011 e 2013, cinco milhões de pessoas na Colômbia - 10,6% da população - sofreram de desnutrição, perante uma média regional de 7,1%.

Enquanto isso, a mortalidade infantil no país é de 19 por 100.000 nascidos vivos, uma unidade acima da média regional da América Latina e quase cinco vezes mais que na França, segundo números de 2012 da Organização Mundial da Saúde (OMS).

AFP