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O milheto pérola, que cresce rapidamente em solos pobres e com muito pouca água, é "muito importante para os países do sul"

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Cientistas sequenciaram pela primeira vez o genoma do milheto pérola, abrindo a porta para melhorar a produção deste cereal próprio de zonas áridas, cada vez mais extensas devido às mudanças climáticas, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira.

O milheto pérola (Pennisetum glaucum), que cresce rapidamente em solos pobres e com muito pouca água, é "muito importante para os países do sul. Alimenta o Sahel, uma das zonas mais secas do planeta, mas também o norte da Índia", explicou à AFP Yves Vigouroux, do Instituto francês de Pesquisa para o Desenvolvimento e coautor do estudo publicado na revista Nature Biotechnology.

Trata-se de regiões onde o trigo, o milho e o arroz, os cereais mais cultivados em nível mundial, não podem germinar.

Segundo as estimativas, o milheto pérola, que contém entre 8% e 19% de proteínas - mais que o arroz -, constituiria a base da alimentação diária de cerca de 100 milhões de pessoas no mundo.

Este cereal "pode ter um interesse para a agricultura mundial, em outras zonas do mundo onde os climas secos poderiam se expandir", explicou Vigouroux.

Os pesquisadores obtiveram a sequência do seu genoma completo, de mais de 38.000 genes, que permitirá que identifiquem de que forma a planta pode ser mais resistente às doenças, melhorando assim seu rendimento.

Este poderia ser superior ao milho "no clima do futuro" e poderia, além disso, oferecer uma resposta à pressão demográfica e à insegurança alimentar na África, cuja população passará de um bilhão de pessoas, atualmente, para 2,5 bilhões em 2050, segundo o estudo realizado por 63 especialistas em dez países.

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AFP