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Cientistas disseram na quinta-feira que desenvolveram uma vacina para proteger chimpanzés e gorilas ameaçados de extinção contra o Ebola, que matou dezenas de milhares de macacos selvagens em três décadas

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Cientistas disseram na quinta-feira que desenvolveram uma vacina para proteger chimpanzés e gorilas ameaçados de extinção contra o Ebola, que matou dezenas de milhares de macacos selvagens em três décadas.

A vacina é administrada oralmente, disseram os desenvolvedores, o que significa que poderia ser disfarçada em alimentos oferecidos aos animais - um método mais fácil e menos traumático do que o uso de dardos.

"Nossos parentes mais próximos estão sendo levados rapidamente à extinção por doenças como o Ebola, pela caça comercial e pela perda de habitat, e somos responsáveis por grande parte disso", disse Peter Walsh, da Universidade de Cambridge, que participou da pesquisa.

"Agora temos esta tecnologia que pode ajudar a salvá-los, e há uma obrigação moral de fazê-lo", disse à AFP.

Em testes de laboratório com dez chimpanzés, a vacina, chamada filorab1, mostrou-se segura e gerou "uma resposta imune robusta" ao vírus do Ebola, relataram pesquisadores na revista Scientific Reports.

Walsh está desenvolvendo agora um sistema para colocar a vacina em iscas que os macacos possam comer na natureza. Só então a vacina poderá ser lançada, primeiro para gorilas e mais tarde para chimpanzés.

O Ebola foi identificado pela primeira vez no que era então o Zaire - hoje República Democrática do Congo - em 1976.

Desde então, ocorreram vários surtos da doença, que é fatal para todos os membros da família dos primatas, incluindo os humanos. Uma vacina que funcione em uma espécie de primata provavelmente será eficaz para todos eles.

O Ebola "já matou cerca de um terço dos gorilas do mundo", disse Walsh - o que representa "dezenas de milhares" de animais.

O lançamento da vacina teria o benefício adicional de proteger os humanos - muitos dos quais pegaram o vírus do Ebola ao comer macacos infectados.

Pelo menos 15 vacinas para combater o Ebola em humanos estão sendo desenvolvidas por laboratórios em todo o mundo. Em dezembro passado, a Organização Mundial da Saúde disse que uma delas pode ser "até 100% eficaz" e poderia estar disponível em 2018.

Mais de 11.300 pessoas morreram na última epidemia de Ebola, a maior da história, que começou na África Ocidental em 2014.

O experimento com chimpanzés foi realizado no New Iberia Research Center da Universidade de Louisiana Lafayette, antes que os Estados Unidos eliminassem os programas de pesquisa biomédica de chimpanzés em cativeiro, agora proibidos em todos os países desenvolvidos.

AFP