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(Arquivo) Uma mulher fuma um cigarro eletrônico em Washington, DC, no dia 25 de setembro de 2013

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O uso do cigarro eletrônico triplicou entre os jovens norte-americanos em apenas um ano, ultrapassando pela primeira vez o uso do cigarros convencionais - informou nesta quinta-feira a agência oficial de saúde CDC.

A partir de 2013-2014, o número de alunos no final do ensino médio que fumaram pelo menos uma vez um cigarro eletrônico aumentou de 4,5% para 13%, ou seja, de 660 mil a dois milhões de estudantes, mostrou o relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

O relatório - que teve como base uma pesquisa de 2014 sobre o tabagismo na juventude - aponta que entre os jovens cursando os primeiros anos do ensino médio, essa taxa passou de 1,1% para 3,9%, ou seja, de 120.000 a 450.000 jovens.

Queremos que os pais saibam que a nicotina é perigosa para crianças de todas as idades e está presente no cigarro eletrônico, no narguilé, em cigarros convencionais e charutos", disse Tom Frieden, diretor do CDC.

"Os números do relatório são muito preocupantes", afirmou ele em coletiva de imprensa.

"A exposição à nicotina em uma idade jovem pode produzir danos a longo prazo sobre seu desenvolvimento e desencadear um vício", estimou.

O cigarro eletrônico ainda não é regulamentado pela FDA, a agência que regula medicamentos nos Estados Unidos. Estudos ainda estão em andamento para avaliar os potenciais efeitos a longo prazo sobre a saúde humana, mas propôs a proibição de sua venda a menores.

AFP