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Os cinco funcionários públicos são acusados ​​de crimes como homicídio, abuso de autoridade, abuso contra menores e abandono do dever

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As autoridades da Guatemala capturaram nesta segunda-feira cinco funcionários públicos, incluindo dois policiais, por um incêndio em um abrigo juvenil que deixou 41 meninas mortas há três meses, informou a Procuradoria.

Os cinco funcionários públicos são acusados ​​de crimes como homicídio, abuso de autoridade, abuso contra menores e abandono do dever, de acordo com a porta-voz da Procuradoria, Julia Barrera.

Foram presos o chefe da Procuradoria para as Crianças e Adolescentes, a chefe do Departamento de Proteção Especial contra o Abuso Infantil e a defensora das Crianças e Adolescentes.

O incêndio ocorreu em 8 de março na ala feminina do Lar Seguro Virgem de Assunção, em San José Pinuala, a 10 km da capital.

O local abriga, por ordem judicial, menores de 18 anos vítimas de violência doméstica, de algum crime ou que foram resgatadas das ruas, entre outras coisas. O centro tem capacidade para 400 menores, mas abriga 800.

De acordo com versões preliminares, algumas meninas presas em uma sala iniciaram o incêndio para denunciar abusos sexuais e maus tratos no centro.

No local do incêndio morreram 19 jovens; outras 11, no hospital San Juan de Dios; e 10 mais no Roosevelt, devido às queimaduras. Todas tinham entre 14 e 17 anos.

Outras 17 foram transferidas para hospitais especializados nos Estados Unidos.

Por este incêndio foram presos o ex-chefe da Secretaria de Bem Estar Social da presidência (SBS), responsável pelo centro de menores, o ex-vice-diretor dessa entidade e o diretor do abrigo.

Em 7 de abril, um juiz ordenou a abertura de um processo criminal contra os três ex-funcionários da SBS por crimes de homicídio culposo, abuso de autoridade, prevaricação, abuso contra menores, e ferimentos graves.

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