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Danilo Hernández, comandante da Frente de Guerra Ocidental Resistência Cimarrón do Exército de Libertação Nacional (ELN), durante entrevista à AFP, em Alto Baudo, no dia 26 de janeiro de 2017

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Cinco supostos guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN), único grupo rebelde ativo da Colômbia e que negocia a paz com o governo, foram capturados "nas últimas horas" no nordeste do país, informaram nesta sexta-feira fontes oficiais.

Durante as operações militares, tropas da Oitava Divisão do Exército colombiano prenderam os supostos rebeldes no município de Tame, departamento de Arauca, fronteiriço com a Venezuela, e confiscaram diferentes tipos de armas, indicou a autoridade em um comunicado.

Os detidos foram identificados como Leidy Matilde Moreno, conhecida como "Viviana", Jairo Andrés Caicedo ("El Gordo"), Germán Ramírez ("El Diablo"), Jorge Luis Suárez ("El Churco") e Yimer Alexander Tejedor ("Gavilán"), sustentou a Procuradoria em um boletim.

Os supostos rebeldes, que foram enviados a uma prisão do município de de Saravena, são investigados por crimes como homicídio, furto, sequestro extorsivo e rebelião, acrescentou o ente acusador.

Os detidos estão entre três e dez anos nas fileiras do ELN, que começou em fevereiro as negociações de paz com o governo em Quito, as quais ocorrem em meio ao confronto, para pôr fim a um conflito armado de meio século.

Segundo as autoridades, Viviana, que aceitou as acusações, era a "ligação logística" da frente Domingo Laín do ELN e coordenava o deslocamento de líderes; El Gordo recolhia o dinheiro mediante extorsões; e El Churco é assinalado de participar em ações armadas que deixaram um índio e soldados mortos.

No entanto, Gavilán e El Diablo eram encarregados de "executar assassinatos na região", assegurou o Exército.

Nas negociações com o ELN, com 1.500 combatentes segundo cálculos oficiais, o governo de Juan Manuel Santos busca a "paz completa" após a assinatura em novembro de um acordo histórico com as Farc.

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