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A ministra francesa para Ecologia, Segolene Royal, discursa durante a Cúpula das Consciências em Paris, no dia 21 de julho de 2015

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Os estados participantes das negociações sobre o clima têm à disposição, a partir desta sexta-feira, uma versão sintética do texto de negociação do futuro acordo climático, destinado a ajudar a facilitar a retomada das negociações no final de agosto.

Este documento de cerca de 80 páginas, proposto pelos dois co-presidentes do debate, é uma "ferramenta para ajudar os governos em suas negociações", afirmou o secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (CQNUMC).

Retomando o texto denso da rodada de negociações de fevereiro em Genebra, ele deve servir como base de trabalho para a próxima sessão formal de negociação, que ocorrerá de 31 de agosto a 4 de setembro em Bonn.

Desde Genebra, as discussões formais sobre o acordo contra o aquecimento global esperado em dezembro, em Paris, progrediram com dificuldade, atoladas em negociações sobre a forma de texto e travadas na parte inferior pela falta de ordens políticas.

Em junho, as delegações de 195 estados tinham finalmente confiada aos co-presidentes a tarefa de oferecer-lhes uma versão mais legível.

O exercício foi difícil para o americano Daniel Reifsnyder e o argelino Ahmed Djoghlaf, responsáveis por produzir um documento de síntese sem remover quaisquer opções, como solicitado explicitamente por alguns países preocupados em manter o caráter coletivo do processo.

"O novo documento fornece uma visão mais clara do resultado possível, e não omite quaisquer opções apresentadas pelas partes", ressaltou o CQNUMC.

"Mais consistente, esclarecendo as principais escolhas a serem feitas", o texto "oferece aos delegados uma base sólida para avançar", disse Jennifer Morgan, do centro de estudos World Resources Institute.

Em Paris, os representantes de 46 países conversaram em particular sobre a ideia de um acordo permanente e um mecanismo de reavaliação regular para aumentar o compromisso coletivo de reduzir os gases com efeito de estufa (GEE), fonte do aquecimento.

A comunidade internacional estabeleceu o objetivo de limitar o aquecimento global ao máximo de 2°C em relação ao nível antes da Revolução Industrial.

AFP