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Soldado iemenita em uma casa destroçada por um ataque aéreo em Saná, no dia 26 de agosto de 2017

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A coalizão liderada pela Arábia Saudita, que combate no Iêmen, admitiu neste sábado que bombardeou por engano alvos civis na véspera, em Sanaa, com um resultado de 14 mortes.

Depois de uma investigação, os militares concluíram que "por trás do acidente, houve um erro técnico", segundo comunicado difundido pela agência de notícias saudita.

Pelo menos 14 pessoas, entre elas seis crianças, morreram na sexta-feira em um bombardeio contra a capital do Iêmen.

A televisão dos rebeldes xiitas huthism, que controlam a cidade desde 2014, atribuiu o ataque à coalizão militar árabe que apóia as forças do presidente Abd Rabo Mansur Hadi.

O bombardeio, que aconteceu por volta das três da madrugada pelo horário local (00H00 GMT, 21H00 de quinta-feira pelo horário de Brasília), destruiu dois edifícios em Faj Attan, um bairro residencial do sul de Sanaa.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos anunciou horas antes que 42 civis morreram na semana passada nos bombardeios executados pela coalizão árabe. Esse balanço não considerava o bombardeio de sexta-feira.

A coalizão dirigida por Riad começou seus ataques no Iêmen em 2015, em apoio do governo do presidente Abd Rabo Mansur Hadi contra os rebeldes huthis, aliados das tropas do ex-presidente iemenita Ali Abdalah Saleh.

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AFP