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A ONU declarou que o Iêmen sofre a pior crise humanitária do mundo

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A coalizão dirigida pela Arábia Saudita que combate no Iêmen suspenderá as barreiras às entregas de combustível para aviões de Nações Unidas que levam ajuda humanitária a Sana, a capital sob controle rebelde, disse nesta segunda-feira o porta-voz da ONU.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) informou na semana passada que tinha problemas para operar dois voos humanitários a Sana de Amã, na Jordânia, porque não havia combustível disponível na capital do Iêmen para que os aviões fizessem a viagem de volta.

Auke Lootsma, diretor do PNUD no país, disse que a coalizão do governo iemenita apoiado pela Arábia Saudita estavam negando permissão para transportar o combustível a Sana do porto de Aden.

"O combustível se moverá esta semana de Aden para Sana", disse a jornalistas nesta segunda-feira o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric.

Acrescentou que a ONU está buscando "um mecanismo para ajudar a garantir a entrega regular de combustível de aviação para as operações" de ajuda.

A ONU declarou que o Iêmen sofre a pior crise humanitária do mundo, com um surto de cólera e com uma crise de fome que ameaça a 7 milhões de pessoas , além da guerra que tem tido alvos civis.

A coalizão dirigida pela Arábia Saudita foi acusada repetidamente de bloquear a ajuda ao Iêmen, um dos países mais pobres do mundo árabe, que está devastado desde que começou a campanha militar em março de 2015.

Dujarric enfatizou que todas as partes no conflito estavam obstaculizando a entrega de ajuda ao povo iemenita, que se encontra em meio a uma "crise humanitária inenarrável".

O sistema de saúde no país erodiu no país durante a guerra. No domingo, a Arábia Saudita prometeu 33,7 milhões de dólares para ajudar a combater o cólera no Iêmen, que matou quase 2.000 pessoas desde abril, com 436.000 casos suspeitos.

Mais de 8.000 pessoas morreram na guerra, enquanto que os esforços das Nações Unidas para manter as negociações de paz parecem estar estagnadas.

AFP