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O avião de reabastecimento Boeing KC-135, durante manobras da Otan na base de Starokonstantinov, Ucrânia, em 12 de outubro de 2018

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A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita que combate os rebeldes huthis no Iêmen pediu aos Estados Unidos o fim das operações de abastecimento de seus aviões em pleno voo, por conseguir garantir essa operação sozinha.

O Pentágono aprovou o anúncio, que coincide com a insistente queixa dos deputados americanos - tanto republicanos, como democratas - de que Washington encerre suas operações de reabastecimento de aviões da coalizão saudita que intervém no Iêmen.

"Recentemente, o Reino e a Coalizão aumentaram sua capacidade de realizar abastecimento em pleno voo no Iêmen de forma independente", assinala a agência de imprensa oficial saudita SPA.

"Diante disto e consultando os Estados Unidos, a Coalizão pediu o fim do apoio ao abastecimento em voo para suas operações no Iêmen", indica a agência.

A Arábia Saudita e o restante dos membros da coalizão, que apoiam as forças leais ao presidente iemenita, Abd Rabo Mansur Hadi, "tratam continuamente de melhorar seu profissionalismo militar e sua autossuficiência", destaca a agência saudita.

A nota acrescenta que "o comando da Coalizão tem esperança de que as próximas negociações promovidas pela ONU em um terceiro país conduzam a uma solução negociada" para o conflito.

A coalizão "espera ver o fim da agressão das milícias huthis apoiadas pelo Irã contra o povo iemenita e contra os países da região, especialmente a ameaça de mísseis balísticos e de drones".

O secretário americano da Defesa, Jim Mattis, declarou que apoia "a decisão do Reino da Arábia Saudita, que consultou o governo dos EUA, de utilizar as capacidades militares da Coalizão para realizar o reabastecimento de combustível durante suas operações no Iêmen".

A decisão de Riad ocorre após o jornal "The Washington Post" informar que Washington suspenderia as missões de abastecimento aéreo diante do crescente repúdio internacional aos ataques aéreos sauditas no Iêmen, que já mataram dezenas de civis, incluindo muitas crianças.

- Ajuda controversa -

A ajuda, criticada em Washington, ficou ainda mais controversa desde o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi, um ato atribuído a autoridades do reino.

Congressistas americanos, democratas e republicanos, exigiram que Washington tomasse medidas "imediatas", "incluindo pôr fim ao reabastecimento dos aviões da coalizão saudita".

Os senadores Jeanne Shaheen, democrata, e Todd Young, republicano, divulgaram uma declaração a esse respeito na sexta-feira, pouco antes de o artigo sair no "Washington Post".

"Esperamos que Riad se comprometa de boa-fé e com urgência nas negociações para acabar com a guerra civil", escreveram eles.

No momento, a coalizão concentra seus esforços no Iêmen na retomada do porto de Hodeida.

Sob o controle dos rebeldes desde 2014, Hodeida tem um porto estratégico pelo qual entram 70% da ajuda ao Iêmen. Segundo a ONU, o país sofre uma das piores crises humanitárias devido à guerra iniciada em 2015.

Desde 1º de novembro, as forças aliadas ao presidente Mansur Hadi tentam tomar esta cidade-chave do oeste do Iêmen.

A campanha para recuperar Hodeida começou em junho de 2018, mas foi suspensa um mês depois para permitir uma mediação da ONU.

Após o fracasso da mesa de diálogo em Genebra, no mês de setembro, a coalizão árabe anunciou a retomada do assalto a Hodeida.

Em Riad, o rei Salman da Arábia Saudita recebeu neste sábado uma delegação de alto nível dos Emirados Árabes, dirigida pelo príncipe herdeiro de Abu Dhabi Mohamed Bin Zayed, informou a imprensa estatal saudita.

As duas autoridades conversarão sobre "os desenvolvimentos recentes na região e os desafios que atravessados", segundo a agência estatal WAM.

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AFP