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A campanha aérea contra o Estado Islâmico liderada pelos Estados Unidos na Síria começou em 2014

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A coalizão internacional liderada por Washington executou, entre 23 de abril e 23 de maio, os ataques aéreos mais sangrentos contra civis em um período de um mês desde 2014, afirmou a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

"Entre 23 de abril e 23 de maio, os ataques da coalizão provocaram a morte de 225 civis, entre eles 44 menores de idade e 36 mulheres. O balanço mais grave de vítimas civis desde o início de sua intervenção na Síria em setembro de 2014", indicou o OSDH.

"Este é o maior número de mortes de civis num mês. Há uma verdadeira escalada", declarou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane.

Durante o mesmo período, 122 combatentes do grupo Estado Islâmico (EI) foram mortos, bem como oito membros das forças pró-regime, perto de Al-Tanaf, na fronteira sírio-iraquiana em 18 de maio, disse ele.

Anteriormente, o período mais violento para os civis era que o de 23 de fevereiro a 23 de março de 2017, com 220 mortos, indicou.

Pelo menos 1.481 civis foram mortos em ataques aéreos da coalizão internacional desde o início da sua intervenção na Síria contra os extremistas, de acordo com o OSDH.

Um porta-voz militar americano afirmou este mês que os ataques da coalizão no Iraque e na Síria mataram "acidentalmente" 352 civis desde o início da campanha de bombardeios.

A coalizão começou a atacar o EI no Iraque em agosto de 2014 e expandiu suas operações na Síria no mês seguinte.

Além dos ataques aéreos, as forças especiais dos países da coalizão aconselham e ajudam as forças sírias, iraquianas e curdas no terreno.

O EI enfrenta atualmente duas ofensivas contra os seus redutos de Mossul, no Iraque, e Raqa, na Síria, lideradas por forças locais apoiadas pela coalizão internacional.

No início de abril, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump prometeu "destruir" o EI e "proteger a civilização".

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