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(Reprodução de vídeo) Peggy Whitson (e) e Shane Kimbrough do lado de fora da Estação Espacial Internacional

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Um cobertor espacial saiu flutuando das mãos da astronauta americana Peggy Whitson nesta quinta-feira, enquanto ela fazia uma caminhada espacial histórica no exterior da Estação Espacial Internacional (ISS), que a converteu na mulher com mais saídas ao espaço.

A tripulação não correu perigo devido a este contratempo, que ocorreu quando Whitson estava tentando dobrar uma capa de tecido volumosa, conhecida como um escudo axial, para colocá-la em um saco.

O incidente gerou brevemente preocupação no controle da missão, em Houston, de que o escudo poderia voltar e atingir o laboratório em órbita.

No entanto, cerca de quatro horas depois do início da caminhada espacial, a Nasa determinou que o material tinha flutuado a uma distância segura e que não havia "risco de recontato", disse o comentarista da agência Gary Jordan.

Imagens da Nasa mostraram o escudo como um pequeno ponto branco na escuridão. Uma declaração no site da agência espacial apontou que o escudo "foi perdido acidentalmente" e "não representou nenhum perigo imediato para os astronautas".

O cobertor espacial era uma das quatro capas projetadas para proteger a estação de micrometeoróides, e também para proteção térmica.

Para compensar a perda, Whitson e sua colega da Nasa, Shane Kimbrough, adaptaram uma capa existente no exterior da ISS que substituirá o cobertor.

- Passeio histórico -

A caminhada espacial começou formalmente às 7h29 (08h29 de Brasília), quando Whitson e Kimbrough saíram da câmara de descompressão e se aventuraram no vácuo do espaço.

"Tome cuidado e aproveite o seu tempo fora", disse o astronauta francês Thomas Pesquet quando a escotilha foi aberta. "Eu estarei esperando por você".

A expedição em órbita desta quinta-feira, que durou sete horas e quatro minutos, foi a oitava da carreira de Whitson, de 57 anos, que superou o recorde da astronauta americana Sunita Williams, de sete caminhadas espaciais.

Durante a caminhada, Whitson também bateu o recorde de tempo que Williams passou em saídas espaciais.

O recorde de Williams era de 50 horas e 40 minutos, enquanto o tempo total de Whitson é agora de 53 horas e 25 minutos.

"Este é um marco significativo", disse Jordan, quando Whitson se tornou a caminhante espacial mais experiente do mundo.

"Parabéns a Peggy Whitson", acrescentou.

O objetivo desta caminhada espacial era continuar atualizando a ISS para a chegada de naves espaciais comerciais nos próximos anos.

A SpaceX e a Boeing estão atualmente desenvolvendo veículos tripulados que começarão a transportar pessoas para a ISS já no ano que vem.

- Experiência espacial -

Whitson obteve um doutorado em bioquímica e serviu como a primeira mulher comandante da estação espacial em 2008.

Natural do estado de Iowa, ela é conhecida por sua sagacidade rápida, senso de humor e facilidade de comunicar temas científicos complicados para um público leigo.

No início deste mês, ela disse em uma entrevista na televisão da Nasa que passou seu tempo no laboratório em órbita cultivando células-tronco, em uma experiência científica sobre terapias celulares para o câncer.

Ela também está participando de experimentos para testar como o fogo atua na microgravidade, a fim de entender melhor como ele se espalha no espaço, e cultivando mudas de Arabidopsis para estudar como as plantas crescem em órbita.

Whitson, que está realizando seu terceiro voo espacial de longa duração, é a mulher mais velha a voar no espaço.

Ela chegou à ISS em novembro, depois de servir em duas missões de seis meses no posto avançado em órbita, em 2002 e 2008.

Em 24 de abril, ela vai quebrar outro recorde - o de dias acumulados no espaço por um americano -, quando completar 534 dias em órbita, mais do que o atual recordista, Jeff Williams.

Ativa em sua conta no Twitter, @AstroPeggy, Whitson escreve com frequência sobre como a pesquisa na estação espacial se relaciona com a vida cotidiana, e como ela viaja o mundo pelo seu treinamento de astronauta.

"Eu viajei para a Rússia oito vezes no último fluxo de treinamento, de um ano e meio, duas vezes para o Japão e uma vez para Colônia", escreveu recentemente.

Na semana que vem, ela e Pesquet, de 39 anos, realizarão outra caminhada espacial para continuar as atualizações e manutenção da estação espacial necessárias para receber futuras naves espaciais.

Whitson é casada com seu colega bioquímico da Nasa Clarence Sams.

De acordo com sua biografia da Nasa, seus passatempos incluem halterofilismo, ciclismo, basquete e esqui aquático.

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AFP