Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Colombianos agitam bandeiras do país na chegada da delegação de paz em Cuba em agosto de 2016

(afp_tickers)

Entre 20 e 26 de setembro ocorrerá a "assinatura solene" do acordo de paz entre o governo da Colômbia e a guerrilha das Farc, que busca por um fim a um conflito de mais de meio século, informou neste sábado o ministro da Defesa colombiano.

"A data solene de assinatura (...) será entre 20 e 26 de setembro, dependendo das personalidades que vão estar presentes neste ato, que são muitas e difíceis de coordenar", disse o ministro Luis Carlos Villegas.

Ele não informou quem compareceria, nem onde a cerimônia será realizada, na qual o presidente Juan Manuel Santos e o líder máximo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, marxistas), Timoleón Jiménez, "Timochenko", assinarão o acordo alcançado na semana passada em Havana, sede dos diálogos de paz desde novembro de 2012.

Santos disse à CNN na quinta-feira que o local pode ser a sede das Nações Unidas em Nova York, Cuba ou Bogotá. O debate anual da Assembleia Geral da ONU começará em 20 de setembro.

A data da assinatura "será o Dia D", que marca o início do processo de deposição de armas dos rebeldes, que deve ser realizado em um prazo mácimo de seis meses, sob supervisão da ONU, disse Villegas.

"Mas antes de que comece este cronograma do Dia D, as Farc se comprometeram a iniciar os ajustes necessários que permitam iniciar sua mobilização (...) para ir se reunindo de forma que os deslocamentos vão se facilitando a partir da segunda-feira", explicou.

À 00H00 (02H00 de Brasília) da segunda-feira, 29, começa o cessar-fogo definitivo das forças militares contra a guerrilha, ordenado por Santos. As Farc, surgidas de um levante camponês em 1964, sustentam desde 20 de julho de 2015 um cessar-fogo unilateral como demonstração de seu compromisso com o processo de paz.

Villegas assegurou que na mesma segunda-feira começarão a ser identificados os "corredores" por onde circularão os membros das Farc rumo às 22 zonas e seis acampamentos em todo o país, onde está previsto que se concentrem para seu desarmamento e posterior reinserção na sociedade.

"Estão todas as garantias para que as Nações Unidas, a partir da segunda-feira, comece seu papel de verificador", disse.

O ministro fez estes anúncios ao analisar com comandantes da polícia as estratégias para o pós-conflito com as Farc, que estarão a cargo da recém-criada Unidade Policial para a Edificação da Paz (Unipep).

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP