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(Arquivo) O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos

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O ex-senador da Colômbia envolvido no escândalo da Odebrecht, que, segundo, a procuradoria, entregou dinheiro da empreiteira a um intermediário da campanha para a reeleição do presidente Juan Manuel Santos, negou que os recursos fossem para a candidatura do mandatário.

Isso foi afirmado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), máxima autoridade eleitoral do país, depois de receber uma carta do ex-senador Otto Bula, detido em meados de janeiro por supostamente receber 4,6 milhões de dólares da Odebrecht para a adjudicação de obras públicas, dos quais teria entregue um milhão a um intermediário da campanha "Santos Presidente 2014".

"Manifestarei entre outras coisas, que não é certo, nem me consta, nem disse que o dinheiro que entreguei ao senhor Andrés Giraldo foi um aporte à campanha Santos Presidente ou ao senhor Juan Manuel Santos", afirma o texto assinado por Bula e cuja autenticidade foi confirmada nesta quarta-feira pelo presidente do CNE, Alexander Vega.

"Ontem (terça-feira) pude corroborá-la novamente com o senhor advogado de Otto Bula", enfatizou Vega à Caracol Radio ressaltando que o documento é original.

Segundo revelou ao Ministério Público no dia 7 de fevereiro, Giraldo se reuniu com Bula para receber o dinheiro que supostamente tinha como destinatário final o gerente da candidatura do mandatário, Roberto Prieto.

Entretanto, um dia depois, o procurador-geral, Néstor Humberto Martínez, explicou que o ente acusador não tem prova física sobre o pagamento, embora exista a declaração juramentada de Bula.

Em sua carta divulgada na terça-feira, o ex-senador Bula também afirmou sua disposição de fazer uma "declaração juramentada" no CNE, encarregado de investigar supostas irregularidades nas campanhas políticas.

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AFP