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(24 ago) O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos

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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, ordenou nesta quinta-feira às forças militares o cessar-fogo definitivo com a guerrilha das Farc, que começará a vigorar na próxima segunda-feira e marcará o fim de um confronto de mais de meio século.

"Como chefe de Estado e como comandante em chefe das nossas forças militares, determinei o cessar-fogo definitivo com as Farc a partir da 00H00 da próxima segunda-feira, 29 de agosto. Termina, assim, o conflito armado com as Farc!", anunciou, sob aplausos, o chefe de Estado na escadaria do Congresso.

O governo Santos e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, marxistas) rubricaram na véspera, em Havana, um acordo de paz, cujo texto o presidente entregou nesta quinta-feira ao presidente do Senado, Mauricio Lizcano, para iniciar os trâmites de convocação do plebiscito que visa a referendar o que foi negociado.

As conversações em Cuba transcorrem desde novembro de 2012, sem o fim das hostilidades no terreno, uma condição imposta por Santos para, segundo ele, evitar o fortalecimento dos insurgentes.

No entanto, como demonstração de seu compromisso com os diálogos, as Farc realizaram várias tréguas unilaterais: nas festas de Natal e nas eleições-gerais de 2014, entre 20 de dezembro de 2014 e 23 de maio de 2015; e entre 20 de julho de 2015 até agora.

O governo respondeu a este gesto da guerrilha marxista com a suspensão dos bombardeios aéreos a acampamentos rebeldes, mas mantendo sua função constitucional de combater grupos armados ilegais como as Farc.

Em julho passado, quando completou-se um ano desta medida, o Centro de Recursos para a ANálise de Conflitos (Cerac) destacou o "altíssimo grau de cumprimento do acordo bilateral de desescalada", pelo qual o conflito entre as Farc e o Estado "caíram em seus níveis mínimos em 52 anos, em número de vítimas, combatentes mortos e feridos e de ações violentas".

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AFP