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(Arquivo) O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos

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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, condenou nesta quarta-feira (15) o "dano" que acusações "sem qualquer fundamento" a respeito do financiamento da construtora Odebrecht à sua campanha causaram a seu governo.

Santos disse acreditar no esclarecimento, em breve, sobre o assunto.

Nesse sentido, o presidente citou uma carta, cuja autenticidade foi confirmada por autoridades na quarta-feira, que nega que a Odebrecht tenha contribuído com recursos para sua reeleição em 2014.

"Muito importante que esse testemunho seja levado em conta, porque o dano inicial foi feito, o dano inicial deu a volta ao mundo, e era um dano que salpicou o governo, não as instituições colombianas", disse Santos em Guayaquil, onde participou de um encontro com o presidente equatoriano, Rafael Correa.

Em 7 de fevereiro, o Ministério Público disse que o ex-senador Otto Bula, detido em janeiro por, supostamente, ter recebido US$ 4,6 milhões da Odebrecht para a concessão de obras públicas, teria entregue US$ 1 milhão a Andrés Giraldo, intermediário da campanha de Santos.

Bula negou essas afirmações em uma carta divulgada na terça-feira, rejeitando que os recursos tenham sido direcionados para a candidatura do mandatário.

"Manifestarei entre outras coisas, que não é certo, nem me consta, nem disse que o dinheiro que entreguei ao senhor Andrés Giraldo foi um aporte à campanha Santos Presidente, ou ao senhor Juan Manuel Santos", afirma o texto assinado por Bula e cuja autenticidade foi confirmada nesta quarta-feira pelo presidente do CNE, Alexander Vega.

"Ontem (terça-feira) pude corroborá-la novamente com o senhor advogado de Otto Bula", enfatizou Vega à Caracol Radio, ressaltando que o documento é original.

"Mais claro do que isso é impossível", disse Santos nesta quarta-feira em entrevista coletiva.

"Tomara que essas investigações sejam realizadas o mais rápido possível para esclarecer a situação", apontou o Nobel de Paz 2016.

Segundo revelou ao Ministério Público no dia 7 de fevereiro, Giraldo se reuniu com Bula para receber o dinheiro que teria como destinatário final o gerente da candidatura do presidente, Roberto Prieto.

Entretanto, um dia depois, o procurador-geral, Néstor Humberto Martínez, explicou que o ente acusador não tem prova física sobre o pagamento, embora exista a declaração juramentada de Bula.

Em sua carta divulgada na terça-feira, o ex-senador Bula também afirmou sua disposição de fazer uma "declaração juramentada" no CNE, encarregado de investigar supostas irregularidades nas campanhas políticas.

AFP