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O ex-presidente da Colômbia e senador de direita, Álvaro Uribe, à esquerda, durante um protesto contra o governo venezuelano de Nicolás Maduro, em Bogotá, em 19 de abril de 2017

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O ex-presidente e senador da Colômbia, Álvaro Uribe, pediu desculpas, neste sábado, por ter chamado o jornalista e humorista Daniel Samper Ospina de "estuprador de crianças", a mando da Justiça.

"Como exige a Justiça, corrijo que não é estuprador de crianças. Nunca quis acusá-lo de abuso físico ou sexual de crianças", indicou o ex-mandatário, que mostrou seu desacordo com a decisão, em um comunicado originário da cidade caribenha de Barranquilla.

Uribe, presidente entre 2002 e 2010, é o principal opositor do atual mandatário Juan Manuel Santos. Ele afirmou em sua conta no Twitter em 14 de julho que Ospina, colunista da revista Semana, é um "estuprador de crianças".

O ex-mandatário, líder do partido de direita Centro Democrático, ainda acusou Samper do delito de pornografia infantil por causa de fotos publicadas na revista masculina Soho, que ele dirigiu entre 2001 e 2014, em que crianças posavam nuas de costas - uma crítica aos casos de pedofilia da Igreja Católica.

"Tenho que aceitar que juridicamente, segundo critério de autoridade, não se configurou pornografia infantil", afirmou Uribe, que fez as acusação ao jornalista porque ele escreveu uma coluna de sátira sobre o departamento (estado) de Antioquia, de onde vem Uribe.

Samper Ospina, sobrinho do ex-presidente Ernesto Samper (1994-98), entrou com ações legais contra o atual senador e, na quinta-feira, um tribunal de Bogotá ordenou a Uribe o prazo máximo de 48 horas - concluídas neste sábado - para retificar suas acusações.

Não é a primeira vez que Uribe precisa se corrigir.

Em junho de 2016, precisou se retificar ante a Corte Suprema de Justiça por afirmar, em 2014, que o Canal Capital, emissora da Prefeitura de Bogotá, então dirigido pelo jornalista Hollman Morris, era "afeito aos interesses do terrorismo".

Em maio, pediu desculpas e se retratou após ser acusado de injúria e calúnia por um grupo de mães cujos filhos foram executados extrajudicialmente e apresentados como guerrilheiros pelo seu governo, um caso conhecido como "falsos positivos".

O ex-mandatário tinha dito que os jovens estavam "envolvidos em atividades ilegais".

AFP