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Cocaína apreendida pela Polícia colombiana em Llorente, perto de Tumaco, em 16 de agosto de 2016

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A Colômbia apreendeu 700 quilos de cocaína que seriam enviados para a Coreia do Sul escondidos em pedaços de madeira para construções de luxo, informaram nesta segunda-feira (13) as autoridades, atribuindo o contrabando ao Clã do Golfo, principal quadrilha do país.

"Esta é uma nova modalidade de envio", destacou a jornalistas o general e diretor do Antinarcóticos, José Ángel Mendoza, ao informar que a operação de apreensão foi realizada nas últimas horas com a ajuda de cães farejadores.

A droga foi encontrada em Buenaventura, principal porto colombiano para o Pacífico, e era destinada a Busan, indicou a Polícia Nacional em comunicado.

"Por sua qualidade, a madeira é comercializada nos países asiáticos onde é usada para acabamentos de luxo em construções. Os narcotraficantes, afoitos para transportar a droga, viram a oportunidade de envio nestas peças", apontou o texto.

Segundo a polícia, esta operação impediu que 1,75 milhão de doses de cocaína chegassem à Coreia do Sul, onde um quilo de cocaína é avaliada em 138.000 dólares.

"Com esta nova apreensão, as pretensões expansionistas do Clã do Golfo são limitadas", indicou o comunicado sobre a quadrilha conhecida por enviar toneladas de cocaína para fora da Colômbia, mas que também opera extorsões, mineração ilegal e tráfico de pessoas.

O Clã do Golfo, anteriormente chamado de Los Urabeños, tem suas origens em dissidentes de grupos paramilitares que foram desmobilizados pelo governo entre 2003 e 2006.

A Colômbia é o principal cultivador mundial de folha de coca, matéria-prima da cocaína, com 96.000 hectares de plantações, e também o maior produtor da droga com 646 toneladas em 2015, segundo a ONU.

AFP