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(Arquivo) A chanceler da Colômbia, María Ángela Holguín

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O governo da Colômbia considerou nesta sexta-feira que a missão da ONU que irá monitorar as áreas de concentração da guerrilha das Farc após a assinatura de paz será de 400 ou 450 pessoas.

"Nós calculamos que o tamanho da missão (da Organização das Nações Unidas) seja mais ou menos de 400-450 pessoas, observadores internacionais, que vão estar" no país, disse a chanceler colombiana, María Ángela Holguín, à emissora Caracol Radio.

Holguín detalhou que o acordo selado na véspera pelos negociadores do governo de Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, comunistas) sobre o cessar-fogo bilateral e definitivo e o desarme dos rebeldes "era o que as Nações Unidas necessitava" para terminar de definir como será sua missão.

Assim, uma vez estabelecido que serão 23 áreas que se concentrarão os guerrilheiros depois da assinatura de paz e as que irão entregando progressivamente suas armas à ONU, o organismo multilateral poderá começar em "poucos dias" sua operação no terreno.

Perguntada sobre quem arcará com os custos da missão e da manutenção e instalação das áreas de concentração das Farc, Holguín disse que "normalmente as missões das Nações Unidas são arcadas pelas Nações Unidas".

"Neste caso, nós estamos comprometidos a (fornecer) onde a ONU irá trabalhar, tanto a nível local como agora já que o tema das áreas (...) o resto é por conta das Nações Unidas", disse.

"Ainda estamos terminando o acordo (...) porque a questão do que os guerrilheiros vivem nestas áreas, por sua vez, é em parte um ponto que as Nações Unidas devem olhar para ver de onde vem fundo par isso", explicou.

Sobre o acordo de paz em conjunto, a chanceler colombiana disse que está "muito, muito próximo" da assinatura do pacto final e que agora o mais importante é estabelecer "como será essa reintegração (da guerrilha) no político, social, econômico e que esclareça tudo" para evitar mal-entendidos.

Além disso, a diplomata disse que o governo espera um pronunciamento da Corte Constitucional "até os primeiros dias de julho", onde esse alto tribunal definirá se aceita um plebiscito como mecanismo de referendamento popular do que acordam as delegações de paz que dialogam em Cuba desde novembro de 2012.

A Colômbia vive um conflito que tem enfrentado durante mais de 50 anos as guerrilhas, os grupos paramilitares e agentes do Estado, deixando um saldo próximo de 260.000 mortos, 45.000 desaparecidos e 6,9 milhões de desalojados.

AFP