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O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, durante coletiva de imprensa no Fórum Econômico Mundial, em Davos, no dia 18 de janeiro de 2017

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A Colômbia e o Exército de Libertação Nacional (ELN) anunciaram, nesta quarta-feira, que os diálogos para acabar com o conflito armado começarão em 7 de fevereiro, em Quito, e que cinco dias antes os rebeldes libertarão um ex-congressista refém e o governo indultará dois rebeldes.

"Acordamos começar em 7 de fevereiro, em Quito, a mesa pública que dá início à fase formal dos diálogos para a paz na Colômbia", indicaram ambas as delegações em um comunicado.

"Em 2 de fevereiro, o ELN libertará o cidadão Odín Sánchez Montes de Oca. Neste mesmo dia, dois integrantes do ELN serão indultados", acrescentou o texto.

Mais cedo nesta quarta, o presidente Juan Manuel Santos anunciou, em Davos, que seu governo e o ELN, única guerrilha ativa do país, acertariam o início dos diálogos de paz.

"Eu posso lhes dizer que chegamos a um acordo", declarou o presidente em entrevista coletiva.

"Estamos tentando iniciar essas negociações oficiais já há três anos, e a verdade é que se tratou de um processo muito difícil", afirmou Santos, ao celebrar essa "boa notícia para o país".

"Essa segunda etapa que começará no mês que entra é sumamente importante, porque nos permitirá alcançar uma paz completa. Não apenas a paz com as Farc, mas com o ELN também", acrescentou.

A instalação da mesa com o ELN estava prevista para acontecer em 27 de outubro passado, em Quito. Foi suspensa pelo presidente, que reivindicava a libertação do ex-congressista Odín Sánchez, nas mãos dos rebeldes desde abril passado. Já o ELN exigiu do governo que indulte guerrilheiros presos.

Envolvido com a luta armada desde 1964 e com cerca de 1.500 combatentes em dez dos 32 departamentos (estados) da Colômbia, segundo números oficiais, o ELN é a única guerrilha ativa no país, após a assinatura do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em novembro passado.

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AFP