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Soldado do Exército da Colômbia caminha pelas ruínas da igreja de Bojayá, no departamento de Choco, em 8 de maio de 2002, destruída por um morteiro caseiro lançado pelas Farc

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As autoridades da Colômbia concluíam, neste domingo (21), a exumação de 57 corpos de vítimas do massacre de Bojayá, cometido pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 2002 e uma das mais graves do conflito armado, antes de identificá-los e entregá-los aos familiares.

"No dia de hoje (domingo), está sendo realizada a extração para levar esses corpos recuperados, ou esses restos recuperados, para (a cidade de) Medellín", declarou o diretor da Unidade de Justiça Transicional da Procuradoria, Carlos Villamil, em entrevista coletiva.

O procedimento começou em 3 de maio e ainda "faltam 32 exumações", segundo Villamil, acrescentando que é possível que mais corpos sejam encontrados.

Inicialmente em 79 óbitos, o número de mortos do massacre pode chegar a pelo menos 90.

Em 2 de maio de 2002, morreram em Bojayá pelo menos 79 pessoas que haviam-se refugiado em uma igreja, buscando abrigo em meio aos confrontos entre as Farc e os grupos paramilitares na época. A tragédia aconteceu quando um artefato explosivo lançado pelas Farc alcançou a igreja.

Em dezembro de 2015, durante o processo de diálogos de paz com o governo, as Farc pediram perdão pelo massacre contra a população civil.

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