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Colômbia reafirma pedido de extradição de membros do ELN a Cuba

Pablo Beltrán, chefe da missão negociadora da guerrilha colombiana do ELN nas negociações em Havana. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 22. janeiro 2019 - 15:05
(AFP)

O presidente da Colômbia, Iván Duque, reafirmou nesta terça-feira sua solicitação ao governo de Cuba para que extradite os negociadores de paz do ELN, após o atentado contra a academia de polícia de Bogotá implodir as negociações de paz na Ilha.

"Fazemos um apelo com respeito ao governo cubano para que proceda com a extradição e entregue às autoridades colombianas os responsáveis desta organização para que cumpram as penas que merecem", declarou o presidente.

Duque encerrou na sexta-feira passada as conversações em Cuba com a guerrilha após um carro-bomba matar 20 cadetes e o terrorista na academia de polícia.

O presidente exige que Havana, onde ocorria o diálogo desde maio de 2018, capture e extradite os dez negociadores rebeldes que estão na Ilha sob pena de processar Cuba por proteger "terroristas".

Anfitrião e avalista das frustradas negociações, Havana declarou que cumprirá com os compromissos fixados para o caso de ruptura das conversações, acertadas em 2017 durante o governo do presidente Juan Manuel Santos.

Cuba "atuará em estrito respeito aos Protocolos do Diálogo de Paz firmados entre o Governo (colombiano) e o ELN, incluindo o Protocolo em Caso de Ruptura da Negociação", declarou na véspera o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, no Twitter.

O protocolo, firmado pelas partes em 5 de abril de 2016, estabelece que em caso de ruptura os países avalistas e as partes terão 15 dias a partir do anúncio para "planejar e concretizar o retorno à Colômbia" dos rebeldes.

O documento também prevê a suspensão das operações militares durante 72 horas nas áreas de retorno dos negociadores da guerrilha.

Mas o atual governo colombiano afirma que o protocolo corresponde às políticas da administração anterior, o que não o obriga a respeitá-lo.

O alto comissário para a paz, Miguel Ceballos, entende que o governo de Duque não reativou as negociações, suspensas por Santos em agosto, dias antes de entregar o poder.

"Uma vez que estas pessoas pisem no território colombiano, a procuradoria tem a obrigação legal e constitucional de colocá-las a disposição dos juízes", declarou Ceballos nesta terça-feira.

O principal negociador dos rebeldes em Cuba, Pablo Beltrán, exigiu que se cumpra o que foi acertado: "A paz para que funcione tem que ser uma política de Estado. O que acerta um governo precisa ter continuidade com o outro".

Além de Cuba, o diálogo tinha como avalistas Brasil, Chile e Noruega.

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