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O chefe da delegação do governo nos diálogos com a guerrilha, Humberto de la Calle, em Havana, no dia 24 de junho de 2016

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Se os colombianos rejeitarem nas urnas o acordo de paz alcançado com as Farc, "não há espaço" para renegociar, e pensar em fazê-lo "seria um tremendo erro", disse nesta terça-feira o chefe da delegação do governo nos diálogos com a guerrilha, Humberto de la Calle.

"Depois de uma experiência de quase quatro anos, meu testemunho é que não há espaço para reabrir as negociações. É minha opinião. Acredito que no plebiscito já devemos tomar uma decisão. Pensar que alguns pontos podem ser negociados seria um tremendo erro", declarou De La Calle antes de partir a Cuba para um novo ciclo de negociações com as Farc.

"Resistir a dar o passo (...) no dia do plebiscito é condenar o país a um período de incerteza. Colocar fim ao conflito é uma certeza. Pensar que alguns pontos podem ser renegociados seria, repito, um erro", acrescentou.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, marxistas) e o governo de Juan Manuel Santos negociam desde novembro de 2012 em Cuba o fim de um conflito armado de mais de meio século e se espera que em breve selem um acordo definitivo de paz, que deverá posteriormente ser confirmado em um plebiscito pelos colombianos em uma data que ainda não foi definida.

De la Calle insistiu que, caso o "não" aos acordos vença, imediatamente seria registrado "um sentimento de impotência, de calamidade, de pessimismo que afetaria o desenvolvimento" do país.

O chefe negociador do governo fez esta declaração após a abertura do debate sobre se seria juridicamente possível que o governo renegociasse o acordo alcançado com as Farc caso os cidadãos votassem contra.

Até agora, o presidente Santos disse que se a vontade dos colombianos for rejeitar o acordo final a guerra com as Farc voltará.

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AFP