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Colômbia teme concentração de migrantes venezuelanos na fronteira com Equador

Cidadãos venezuelanos aguardam em fila para cruzar ao Equador na ponte internacional Rumichaca, em Ipiales, em 11 de agosto de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. agosto 2018 - 19:31
(AFP)

A Colômbia teme que milhares de venezuelanos que fogem da crise em seu país fiquem presos na fronteira com o Equador, que agora exige passaporte diante da onda migratória, informaram fontes oficiais nesta sexta-feira (17).

"Estamos falando de 3.000 pessoas por dia, somente venezuelanos", que cruzam diariamente a passagem fronteiriça de Rumichaca, declarou o diretor da Migração Colômbia (autoridade de controle migratório), Christian Krüger, em entrevista coletiva em Bogotá.

"Se começar a acumular, em vários dias veremos uma população muito grande" nesse ponto, acrescentou.

O funcionário se mostrou "preocupado" porque assegurou que a metade dos venezuelanos que sai de seu país só carrega a identidade, com a qual não poderiam cruzar para o Equador, que desde o sábado lhes exige passaporte diante da dificuldade que tem tido para controlar a chegada diária de milhares de migrantes.

"Nos preocupam as consequências que podem se apresentar nesta fronteira sudoeste", afirmou.

Krüger afirmou que o governo tomará "medidas de ação" ante o possível represamento, entre elas o envio de mais equipe migratória, reuniões de autoridades locais e regionais, e a busca por um encontro com representantes de Equador e Peru.

Além disso, advogou por um fundo comum entre os países e políticas migratórias similares.

Nesta sexta, o ministro do Interior peruano, Mauro Medina, informou que seu país também exigirá passaporte dos cidadãos venezuelanos a partir de 25 de agosto.

O diretor da Migração Colômbia questionou a determinação equatoriana porque considera que o pedido de um passaporte vai afetar a reunificação familiar e fomentar a migração irregular, que pode derivar em insegurança, tráfico de pessoas e exploração trabalhista nos países de destino.

"O fato de solicitar passaporte não vai parar a migração porque é uma migração que está saindo de seu país não por gosto, mas por necessidade", apontou.

O funcionário sustentou que a saída dos venezuelanos de seu país se deve a "políticas de expulsão" do presidente Nicolás Maduro, para ter uma população menor e "uma melhor distribuição de recursos".

Segundo a Migração Colômbia, cpor Rumichaca, principal passagem entre Colômbia e Equador, cruzaram 423.000 venezuelanos ao longo do ano, alguns para ficar no país vizinho e outros como rota para o Peru ou o Chile. Mais de 30.000 o fizeram na travessia do departamento de Putumayo.

Mais de um milhão de pessoas entraram na Colômbia do país vizinho nos últimos 16 meses, a maioria delas com a intenção de ficar, segundo as autoridades.

É oficialmente estimado que cerca de 820.000 venezuelanos foram temporariamente regularizados, após fugirem da crise econômica em seu país.

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