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(17 ago) Combatentes curdos comemoram a retomada do controle da represa de Mosul

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Forças curdas, apoiadas por aviões militares americanos, mantinham nesta segunda-feira sua ofensiva contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI), depois de terem tomado o controle da represa mais importante do Iraque, em um contexto de crescente envolvimento militar de Washington e Londres.

A retomada da represa de Mosul foi o maior revés infligido aos jihadistas do EI desde que lançaram sua grande ofensiva no norte do Iraque em junho, levando as forças de segurança iraquianas a fugir.

Um porta-voz da Segurança iraquiana, o tenente-general Qasem Atta, confirmou nesta segunda-feira que a represa de Mossul havia sido completamente liberada graças a uma operação conjunta de "forças antiterroristas (iraquianas) e forças peshmergas (curdas) com apoio aéreo".

No entanto, os combates prosseguiam nesta segunda-feira ao sul da represa, enquanto essa estrutura era percorrida por especialistas em busca de artefatos explosivos que pudessem ter sido deixados pelos jihadistas, afirmou Kawa Khatari, um representante do principal partido curdo.

Caças americanos realizaram ataques no sábado e no domingo em apoio às forças curdas que recuperaram o controle da represa. O EI declarou a instauração de um califado em várias regiões do Iraque e da Síria.

Os combatentes do EI também estão presentes no conflito que atinge o país vizinho, onde enfrentam ao mesmo tempo a rebelião síria e o regime de Damasco.

No domingo, o regime sírio realizou vários ataques aéreos contra dois redutos dos jihadistas do EI.

Já fontes militares americanas informaram que seus aviões lançaram no domingo 14 ataques aéreos perto da represa, no rio Tigre, que fornece água para grande parte da região.

Esses bombardeios americanos destruíram dez veículos armados do EI, sete Humvees, dois veículos de transporte militar, assim como um posto de controle dos jihadistas. No sábado, os Estados Unidos efetuaram nove bombardeios perto de Erbil e da represa de Mossul.

A ameaça dos jihadistas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, havia informado no domingo por meio de uma carta ao Congresso americano a respeito dos ataques, lançados para apoiar as forças iraquianas com o objetivo de recuperar a represa de Mossul.

Segundo Obama, a queda da represa em poder dos jihadistas poderia "ameaçar a vida de muitos civis, colocar em risco funcionários e instalações americanas, incluindo a embaixada em Bagdá, além de impedir o governo iraquiano de fornecer serviços básicos à população do país".

Já o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que os combatentes do EI são uma ameaça direta para o Reino Unido, e se declarou disposto a usar todos os meios para frear seu avanço.

Cameron, em um texto publicado no domingo no Sunday Telegraph, afirmou que algum grau de envolvimento militar no Iraque se justifica devido à ameaça que a instauração de um estado terrorista representaria para a Europa e seus aliados.

Seu ministro da Defesa, Michael Fallon, afirmou que o compromisso de Londres com o Iraque não é apenas humanitário e pode durar vários meses.

O Iraque está mergulhado no caos desde que os jihadistas sunitas iniciaram uma ofensiva no dia 9 de junho ao norte de Bagdá, que se estendeu no início de agosto às localidades próximas à região autônoma do Curdistão.

Após o lançamento desta ofensiva, as forças curdas tomaram o controle de várias zonas do norte do país abandonadas pelas forças iraquianas e lançaram um projeto de referendo de independência do Curdistão no início de julho.

Em dois meses de violência, as potências ocidentais, aliviadas com a saída do polêmico primeiro-ministro Nuri al-Maliki - acusado de semear o caos no país com sua política de exclusão dos sunitas -, enviaram ajuda humanitária às centenas de milhares de refugiados que fugiam dos jihadistas, assim como armas às forças curdas.

AFP