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Segundo o escritório do Inspetor Geral Especial para a Reconstrução do Afeganistão (Sigar), 807 soldados das Forças de Segurança e Defesa Nacional do Afeganistão (FSDNA) morreram entre 1º de janeiro e 24 de fevereiro

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Membros das forças de segurança afegãs morreram a uma taxa "escandalosamente alta" durante o que historicamente tem sido uma "calma de inverno" na luta contra os talibãs, disse nesta segunda-feira um organismo de controle americano em um relatório.

Segundo o escritório do Inspetor Geral Especial para a Reconstrução do Afeganistão (Sigar), 807 soldados das Forças de Segurança e Defesa Nacional do Afeganistão (FSDNA) morreram entre 1º de janeiro e 24 de fevereiro.

"O Afeganistão continua afundado em uma guerra mortal e as baixas sofridas pelas FSDNA na luta contra os talibãs e outros insurgentes continuam sendo escandalosamente altas", assinalou o escritório em seu relatório.

Os níveis de violência tradicionalmente diminuíam durante os meses de inverno (dezembro a março no hemisfério norte) no Afeganistão, mas neste ano os talibãs continuaram lutando contra as forças do governo de forma mais bem-sucedida, com um cruel ataque em 19 de abril contra uma base militar perto da cidade de Mazar-i-Sharif.

No massacre, participaram insurgentes armados com canhões e agressores suicidas com bombas que mataram pelo menos 144 recrutas, disse um funcionário americano à AFP, embora múltiplas fontes tenham afirmado que o número de vítimas era ainda maior.

Os talibãs afegãos lançaram sua "ofensiva de primavera" na sexta-feira, anunciando novas lutas que, segundo o grupo, incluirão "ataques convencionais, guerra de guerrilhas, ataques complexos e ataques de dentro", nos quais os soldados e policiais se voltam contra seus colegas.

Segundo o Sigar, 6.785 soldados afegãos e policiais foram abatidos entre 1º de janeiro e 12 de novembro de 2016, deixando 11.777 feridos.

O governo afegão não forneceu dados das forças americanas e afegãs das últimas sete semanas, mas as cifras parciais já mostram um aumento de cerca de 35% em relação a 2015, quando cerca de 5.000 efetivos morreram.

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