Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Ônibus com membros do grupo Estado Islâmico, no dia 28 de agosto de 2017, na região de Qalamoun

(afp_tickers)

Um comboio de extremistas do grupo Estado Islâmico (EI) retomou nesta quinta-feira o seu caminho para o leste da Síria, depois de ter sido bloqueado por bombardeios da coalizão internacional liderada por Washington para evitar que chegasse à fronteira sírio-iraquiana.

Este comboio transporta centenas de extremistas com suas famílias, que foram retiradas na segunda-feira da fronteira entre Líbano e Síria, em virtude de um polêmico acordo entre o EI e o movimento xiita libanês Hezbollah.

Deveria se dirigir até Bukamal, na província síria de Deir Ezzor, a única que continua nas mãos do EI. Esta cidade está situada na fronteira da Síria com o Iraque.

Considerando inaceitável o traslado de "terroristas" de um lado para outro, a coalizão internacional bombardeou na quinta-feira uma ponte para cortar o caminho do comboio em pleno deserto, na província de Homs.

A coalizão ameaçou atacar novamente se considerar oportuno.

Mas nesta quinta-feira, uma fonte no local afirmou à AFP que o comboio, que estava há 72 horas na entrada da província de Deir Ezzor, havia retomado a sua rota, mas mudando o trajeto.

"O comboio se dirigiu mais ao norte, na direção da cidade de Al-Sukhnah", também na província de Homs, que está sob o controle do governo sírio, segundo esta fonte, que acompanha a aplicação do acordo de evacuação.

Esta mesma fonte precisou que o grupo se dirigia "para a cidade de Mayadin, na província de Deir Ezzor, no local de Bukamal", ou seja, um pouco mais distante da fronteira iraquiana.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, disse estar "muito preocupado" com a presença "inaceitável" de extremistas na fronteira com seu país.

Este polêmico acordo foi concluído após uma semana de combates dos dois lados da fronteira libanesa contra os extremistas, com o Exército libanês de um lado e o Hezbollah e o Exército sírio de outro.

O chefe do Hezbollah, Hasan Hasralá, aliado do governo sírio, justificou nesta quinta-feira a evacuação de extremistas como único meio para chegar ao local onde estão os restos mortais de oito soldados libaneses sequestrados em 2014 e que supostamente foram executados pelos extremistas.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP